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Muito além de Messi e Cristiano Ronaldo: veja 7 lendas que podem dar adeus à Copa do Mundo no Qatar

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Messi, Cristiano Ronaldo, Lewandowski e os astros do futebol que podem se despedir das Copas no Qatar (1:00)

Copa do Mundo do Qatar começa no dia 20 de novembro; fique por dentro de tudo com a ESPN (1:00)

Torneio no Qatar pode ser a última edição de muitos craques históricos de suas seleções e do futebol mundial


A Copa do Mundo do Qatar será ainda mais especial para alguns jogadores do que para outros. Afinal, alguns dos maiores nomes do futebol mundial estarão jogando no torneio pela última vez em suas carreiras.

Esta será a última vez, por exemplo, que a dupla Cavani e Suárez estará defendendo as cores da celeste uruguaia. Ou que o campeão Manuel Neuer será a muralha responsável de impedir os atacantes de fuzilarem a defesa alemã.

Aproveitando a contagem regressiva para a maior competição entre seleções no planeta, o ESPN.com.br relembra a história de sete jogadores que irão se despedir das Copas nos gramados do Qatar.

Lionel Messi

Aos 35 anos, é improvável que o camisa 10 da Argentina volte a disputar uma Copa. No Qatar, o craque disputará o quinto Mundial de sua carreira. Tudo começou em 2006, na Alemanha, quando um jovem Leo era reserva de sua seleção. Ainda assim, conseguiu deixar sua marca na partida contra Sérvia e Montenegro na fase de grupos.

Quatro anos depois, na África do Sul, o craque chegava com o peso de ser o melhor do mundo e assumindo de vez a lendária 10 de Maradona (que inclusive foi seu treinador na campanha). Suas atuações, porém, foram discretas. Nenhum gol e eliminação nas quartas.

A grande chance de Messi aconteceria em 2014, no Brasil. Com quatro gols na campanha, carregou a Argentina para a final, onde acabou saindo derrotado do Maracanã. Ainda assim, foi eleito pela Fifa o melhor jogador da competição.

Em 2018, uma Argentina em crise sob o comando de Sampaoli correu muitos riscos na fase de grupos, e Messi chegou a desperdiçar pênalti na estreia contra a Islândia. Mas foi decisivo com gol contra a Nigéria que garantiu classificação ao mata-mata. Ainda assim, a campanha se encerraria nas oitavas contra a França.

Manuel Neuer

Campeão em 2014, o goleiro disputará seu quarto torneio, sendo sempre o titular da meta da Alemanha. Em 2010, já mostrou ao mundo seu valor. Foi importantíssimo com suas defesas e ajudou a sua seleção a chega até a terceira posição.

A grande glória estava guardada para o Brasil. Um dos pilares de Joachim Löw, superou suas próprias limitações físicas e fez defesas que mais pareciam milagres para levantar a taça no Maracanã.

Mas quatro anos mais tarde, o sucesso se tornaria um fracasso retumbante. Mesmo tendo sofrido na temporada anterior com lesões, Neuer foi mantido como titular na Rússia. Mas acabou não repetindo as grandes atuações da edição anterior, com os alemães eliminados na fase de grupos.

Luis Suárez

Luisito já vive os últimos estágios de sua carreira. Aos 35 anos, retornou ao Nacional, seu clube do coração, no último semestre por já não ter mais mercado na Europa, e começa a perder espaço até mesmo em sua seleção.

Seu brilho para o mundo, porém, foi em uma Copa do Mundo. Na África do Sul, o centroavante encantou com suas aparições na histórica campanha do Uruguai. Nas oitavas, marcou os dois gols contra a Coreia do Sul e, nas quartas, foi decisivo de outra maneira: se 'sacrificou' para salvar gol de Gana, foi expulso, mas viu seu país chegar na semifinal.

Em 2014, voltou a ser manchete, mas por outra polêmica. Depois de atuação histórica contra a Inglaterra, o atacante foi suspenso pela Fifa por ter mordido o rival Chiellini, deixando mais cedo o torneio.

Na última Copa, seu papel foi mais 'ofuscado' pelo de Cavani, mas Suárez ainda conseguiu deixar sua marca duas vezes durante o torneio.

Edinson Cavani

Também com 35 anos, Cavani é outro nome do Uruguai que vive uma fase decadente, vendo outros nomes surgirem como potenciais substitutos. Sua história na seleção se confunde com a de Suárez. Mas seus Mundiais foram opostos.

Em 2010 e 2014, foi coadjuvante do camisa 9, tendo atuações discretas e com um gol em cada edição (mas em derrotas do país), sem ser tão lembrado.

Seu momento de estrelado surgiu em 2018. O protagonismo de Cavani foi grande, com o centroavante chegando a ter jogo de gala contra Portugal nas oitavas, com dois gols que classificaram o país para as quartas. O jogo, porém, terminou mal, com uma lesão muscular que o tirou do torneio e atrapalhou as pretensões de sua seleção na fase seguinte.

Cristiano Ronaldo

Se Messi deve se despedir, seu contemporâneo também deve. CR7 também começou sua história em Copas em 2006. O atacante já despontava como potencial sucessor da estrela Luís Figo, titular e importante na campanha histórica do time de Felipão, quarto colocado.

Em 2010, a seleção já não era mais a mesma, e Cristiano assumia o papel de grande protagonista. Mas, assim como seu rival argentino, o camisa 7 pareceu mais um coadjuvante, com aparições apagadas e somente um gol marcado em meio a uma goleada contra a Coreia do Norte.

Seu pior rendimento, porém, ocorreria no Brasil. Chegando como melhor do mundo, o português voltou a marcar somente um gol, mas acabou eliminado na fase de grupos, em uma campanha para se esquecer.

Já na última Copa, Cristiano Ronaldo teve sua melhor atuação. Aliás, uma das melhores atuações individuais em todas as Copas. Na estreia contra a Espanha, carregou o time a um histórico empate em 3 a 3, marcando os três gols. O time, porém, não colaborou em outros jogos, com Portugal caindo nas oitavas.

Eden Hazard

Capitão e camisa 10 da Bélgica, Eden Hazard chega ao Qatar com um status muito diferente do que era esperado. Aos 31 anos, poderia chegar em 2026 com chances de voltar a um Mundial, mas suas últimas temporadas não demonstram confiança no meia-atacante.

Os seus status em Copas, aliás, foram sempre opostos. Em 2014, era uma joia que já carregava a responsabilidade de levar nas costas a grande geração de seu país. O time não estava tão pronto (assim como seu craque), com os dois caindo nas quartas de forma melancólica.

Na Rússia, porém, um Hazard mais maduro encontrou uma seleção mais encorpada. O camisa 10 foi o líder em uma campanha histórica, deixando sua marca na partida que sacramentou o terceiro lugar belga.

Robert Lewandowski

Lewa pode ser considerado um craque que aflorou tardiamente. Aos 34 anos, disputa somente seu segundo Mundial, com a Polôniafalhando em se classificar em edições em sequência.

Sua única participação ocorreu em 2018. Depois da campanha nas Eliminatórias, a seleção chegava como cabeça de chave e com muita expectativa. O resultado, porém, foi decepcionante. Eliminação na fase de grupos e nenhum gol para o camisa 9. Agora, depois de receber o prêmio de melhor do mundo da Fifa duas vezes, uma nova expectativa pode ser criada no centroavante.