<
>

Bebeto relembra ligação de Parreira para convocar Romário em 94 e revela promessa a Leonardo após expulsão: 'Os caras estavam confiantes'

Ex-atacante foi o convidado do PodCopa desta quinta-feira (14) e contou detalhes sobre a campanha campeã mundial em 1994


Um dos grandes nomes da conquista da Copa do Mundo de 1994 foi o atacante Bebeto, convidado do podcast PodCopa desta quinta-feira (14). O camisa 7 da campanha contou detalhes sobre bastidores do título nos Estados Unidos.

Apesar de não ter sido o artilheiro da conquista, Bebeto foi autor de gols marcantes como contra os Estados Unidos, nas oitavas. Neste, o atacante fez promessa a Leonardo após a expulsão do companheiro.

“Queriam fazer história em cima da gente, e eles têm um patriotismo dentro da veia, eles gritavam muito: ‘USA, USA’. Os caras estavam realmente confiantes, e o Leonardo é expulso. Nesse momento, Leonardo chorando muito, eu entrei (no vestiário) para querer saber onde ele estava. Ele estava debaixo do chuveiro, sentado, água caindo na cabeça dele, eu disse: ‘Leo, fica tranquilo, que a gente vai ganhar e eu vou fazer o gol da vitória’. Ali, eu tive a certeza que íamos ser campeões”, disse.

O ex-atacante ainda ficou marcado por sua comemoração na fase seguinte contra a Holanda, quando ‘embalou’ seu filho Matheus, que havia nascido durante a campanha.

“Eu disse: ‘Meu Deus, eu só peço que você me dê a oportunidade de fazer o gol para poder homenagear a minha esposa e o meu filho’. Em uma Copa do Mundo, é muito forte isso. E eu fui com esse objetivo, depois daquele jogo tão difícil contra os Estados Unidos”, relembrou.

“No gol, aconteceu (a comemoração). Romário saindo do impedimento, veio o zagueiro, o goleiro, driblei todo mundo e entrei com bola e tudo para conferir mesmo que tinha feito o gol. Saí comemorando. Matheus foi o único filho que eu não vi nascer, foi como eu tivesse colocado ele nos meus braços, depois vieram Romário e Mazinho”, completou.

Outro grande nome daquela conquista foi Romário, dupla de ataque de Bebeto naquela campanha. O camisa 7 relembrou o esforço que foi feito para que o Baixinho estivesse focado, além de uma ligação de Parreira o consultando sobre a convocação do camisa 11.

A gente conseguiu colocar Romário treinar todo dia. E é difícil. E ele não faltou a um treinamento. Focado em um único objetivo: entrar para a história do futebol mundial e da seleção brasileira, que era o objetivo de todos nós”, afirmou.

Parreira ligou para mim dizendo: ‘Estou pensando em levar o Romário’. E eu falei que podia levar, o Muller estava machucado, ficou nessa dúvida e foi aí que eu disse: ‘Da minha parte, eu me entendo perfeitamente com ele. Jogamos juntos em 1988’. E foi muito legal, encaixamos perfeitamente, as jogadas saíram naturalmente. É um amigo e irmão que eu tenho no futebol”, finalizou.