Depois de todo o ocorrido envolvendo Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado por Vinicius Jr. de chamá-lo de macaco, uma pergunta é inevitável: qual gancho o argentino pode pegar?
Para responder essa pergunta, o ESPN.com.br foi até o regulamento da Uefa checar como a entidade pune casos de racismo. Desde 2013, é necessário que o atleta ou dirigente que pratica racismo seja considerado culpado para que se tenha um gancho.
E a punição é clara: 10 jogos. Veja abaixo o trecho do regulamento da Uefa para punir casos de racismo em campo.
"Qualquer jogador ou dirigente considerado culpado de conduta racista deve ser suspenso pelo menos durante dez jogos (ou um período de tempo correspondente para representantes de um clube)".
O gancho também se estende a clubes - não é o caso do Benfica, já que os torcedores apenas vaiaram Vinicius Jr. após o ocorrido. No entanto, caso uma torcida pratique atos racistas, a Uefa tem o seguinte regulamento.
"Se torcedores de um clube ou seleção tiverem um comportamento racista, este clube ou seleção deve ser sancionado (pela primeira ofensa) com o fechamento parcial do estádio, no setor onde o incidente racista ocorreu. Pela segunda ofensa, a sanção é agravada, passando a fechamento completo do estádio, bem como uma penalização financeira. Para além disso, os torcedores considerados culpados de comportamento racista devem ser impedidos, pelas autoridades estatais, de assistirem aos jogos no futuro".
Entenda a acusação racista de Vinicius Jr.
A cena lamentável da partida que envolveu Gianluca Prestianni e Vinicius Jr. aconteceu logo após o gol do brasileiro, aos 50 minutos de jogo.
Durante a comemoração, o brasileiro se envolveu em uma confusão com Prestianni. Depois de um bate-boca, o camisa 7 do Real correu em direção ao árbitro acusando uma fala racista do jogador do Benfica, que chegou a cobrir a boca durante a discussão.
O jogo ficou paralisado por 10 minutos por conta do protocolo antirracista.
Vini Jr. e Mbappé conversaram com o técnico José Mourinho logo após o ocorrido, enquanto atletas merengues ameaçaram deixar o campo de jogo.
Otamendi e Valverde, capitães de Benfica e Real, respectivamente, foram acionados pelo árbitro, que explicou o protocolo antirracismo.
Nas redes sociais, o camisa 7 do Real Madrid escreveu um texto em forma de desabafo contra o argentino do Benfica, a quem chamou de covarde.
Além disso, Vini ainda detonou o fato de ter tomado um cartão amarelo por dançar após o golaço anotado em campo que garantiu a vitória merengue por 1 a 0. Na ocasião, o brasileiro comemorou na bandeirinha de escanteio dançando após a pintura anotada, levou amarelo e viu uma confusão se iniciar, terminando com a acusação feita a Gianluca Prestianni.
"Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família", disse Vini, para completar.
"Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário", finalizou.
