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Com reencontro especial, Real Madrid x Borussia Dortmund será uma das finais mais desiguais da história da Champions

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Joselu vive noite de Cristiano Ronaldo, faz 2 gols contra o Bayern e leva Real Madrid à final da Champions League (1:22)

Na decisão, a equipe espanhola enfrenta o Borussia Dortmund (1:22)

A decisão da Champions League em 2023-24 reserva boas histórias e uma das maiores desigualdades entre os finalistas já registradas desde que o torneio adotou seu atual nome, em 1992-93.

Depois de o Borussia Dortmund ter carimbado sua terceira participação em uma final na terça-feira ao eliminar o Paris Saint-Germain, nesta quarta foi a vez de o Real Madrid confirmar sua vaga em busca do 15º título ao conseguir (mais) uma virada épica, vencendo o Bayern de Munique por 2 a 1. Os alemães chegaram à decisão em meio a uma campanha muito irregular na Bundesliga, figurando atualmente na quinta colocação, embora tenham feito uma Champions impressionante, com primeiro lugar no 'grupo da morte', além de tirar Atlético de Madrid e PSG nas quartas e semifinais, respectivamente.

Além disso, o elenco já não conta com grandes estrelas dos últimos anos, como Robert Lewandowski, Erling Haaland e Jude Bellingham. Ainda que Marco Reus permaneça no elenco em relação ao Dortmund finalista de 2012-13, ele já não é mais protagonista e, inclusive, está em sua temporada de despedida.

Do outro lado, Vinicius Jr. e Rodrygo chegam como dois dos principais jogadores do mundo e com histórias decisivas já escritas na Champions; Toni Kroos tem sido brilhante; Thibaut Courtois, o melhor goleiro do mundo, pode ainda voltar na final após uma grande lesão.

Bellingham, por sua vez, merece um parágrafo à parte. Se individualmente ele vive a temporada mais artilheira da carreira e pode ganhar sua primeira Champions, essa história foi potencializada por reencontrar o clube que o projetou para o futebol do mais alto nível. Após três anos e 132 jogos com a camisa aurinegra, o meio-campista inglês será uma história à parte.

Em meio a essa diferença técnica, há uma questão histórica. Afinal, o Real Madrid é o maior vencedor isoladamente e tem se notabilizado nas últimas edições como o time capaz das viradas mais improváveis. Do outro lado, apesar da Champions espetacular, o Dortmund vem de um dos títulos mais perdidos da história do futebol ao não vencer o Mainz 05 em casa na Bundesliga 2022-23.

Caso consigam o título, os aurinegros também se colocariam como o campeão mais inusitado da história do torneio, ainda que se trate de um clube que já tenha vencido a Champions. Talvez só o Porto de 2003-04 pudesse gerar uma discussão a respeito neste tópico.

Considerando a desigualdade entre finalistas, o duelo em Wembley no dia 1º de junho briga com as decisões de 2000-01 (Bayern de Munique x Valencia) e 2001-02 (Real Madrid x Bayer Leverkusen) como a com maior diferença teórica antes do jogo.

É óbvio que uma final em 90 (ou 120) minutos permite acontecimentos improváveis, e que o Dortmund tem quebrado todas as previsões desta Champions, mas nem uma delas é igual a vencer o atual Real Madrid na decisão do torneio no qual ele é rei absoluto.