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Guerra: Cícero Souza revela por que meia não joga pelo Palmeiras e também não acerta com outro time

Em entrevista ao canal de YouTube de Jorge Nicola, comentarista da ESPN Brasil, o gerente de futebol do Palmeiras, Cícero Souza, falou sobre o estranho caso do meia Alejandro Guerra no Palestra Itália.

O venezuelano não joga uma partida pelo Alviverde desde 2 de dezembro de 2018. No ano passado, foi emprestado ao Bahia, mas não permaneceu em definitivo e foi reintegrado ao plantel palestrino para 2020.

No entanto, o gringo foi avisado logo de cara que não seria utilizado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, e que estava livre para procurar um novo clube. Apesar disso, ele segue sem dizer "sim" a uma outra equipe.

O executivo palmeirense ainda elogiou muito o venezuelano, e salientou que, se ele não está sendo usado no Palestra Itália, é por decisão de Luxa.

"Em relação ao Guerra, quando definimos o elenco para este ano, ele começou a buscar opções de empréstimo, que ainda não foram configuradas. Ele é um profissional como poucos que trabalhei. Tem uma inteligência acima da curva, além de ser uma pessoa gigantesca, que vem ajudando inclusive vários venezuelanos no Brasil neste momento", contou.

"É um profissional que, quando tivemos aquele episódio que o filho dele caiu acidentalmente na piscina (em 2017), nós estávamos no exterior para um jogo de Libertadores, e a comoção de toda a nossa delegação foi enorme, justamente por toda a consideração que eles têm pelo Guerra", lembrou.

"Infelizmente, no futebol, quando você fala do Guerra, a gente precisa entender que as decisões (de quem joga) são tomadas pela comissão técnica, e muitas das coisas que motivam isso têm que ficar interiorizadas, não devem ser exteriorizadas", salientou.

"Mas, quando falo do Guerra, sou obrigado a elogiar, porque, enquanto ele esteve conosco, sempre contribuiu da melhor for possível, e por isso eu fiz questão de exaltá-lo", complementou.

De acordo com Cícero Souza, Guerra é muito inteligente e criterioso, e analisa muito bem as propostas que recebe.

Por isso, só irá assinar com alguém se tiver certeza que a oferta será vantajosa (e, principalmente, que será 100% cumprida).

"Ele recebeu propostas de alguns times brasileiros e de algumas equipes de fora. O Guerra tem uma visão dele sobre o futebol brasileiro que eu respeito. Mas isso faz com que ele seja bastante seletivo nas escolhas dele", ressaltou.

"Ele ainda tem bastante mercado no exterior. Tão logo o futebol seja retomado, os clubes irão retomar as conversas, e o Guerra, por merecimento, estará jogando em algum dos grandes clubes da América do Sul", previu.

Contratado em 2017 por US$ 3 milhões, o gringo tem contrato com o Palmeiras até o final de 2020.