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Súmula de Corinthians x Bragantino relata funcionário 'contido pelo policiamento' após pênalti polêmico

O Corinthians deixou a Neo Química Arena enfurecido com a arbitragem de Bruno Arleu de Araujo. Derrotado pelo Red Bull Bragantino por 2 a 1, o Alvinegro ficou na bronca pelo pênalti anotado pelo juiz ainda no primeiro tempo, quando o árbitro assinalou uma falta após toque do zagueiro Cacá no atacante Vinicinho.

Na súmula oficial da partida, a arbitragem relata que cinco funcionários do Timão foram ao túnel que leva ao vestiário para reclamar da marcação da penalidade.

Foram citados Fabinho Soldado (Executivo de Futebol), Mauro Ricardo da Silva (Observador Técnico), Reverson Pimentel (Preparador Físico), Marcelo Carpes (Treinador de Goleiros) e José Carlos de Freitas Junior (Coordenador Administrativo).

  • “Informo que após o termino do primeiro tempo no túnel de acesso ao vestiário da arbitragem, os senhores Mauro Ricardo da Silva, Fábio de Jesus e Reverson Pimentel, todos funcionários da equipe mandante, me abordaram e proferiram as seguintes palavras de forma ríspida e agressiva: “Não foi pênalti! É sempre você! Vem aqui prejudicar a gente!”. Informo ainda que nesse momento, o senhor Mauro teve que ser contido pelo policiamento”.

  • “Informo que ao término da partida, no túnel de acesso ao vestiário da arbitragem fui abordado pelos senhores Marcelo Carpes, José Carlos de Freitas Junior e Fábio de Jesus, funcionários da equipe mandante, que proferiram por diversas vezes de forma agressiva as seguintes palavras: “Ninguém vai falar do pênalti? Vocês são muito ruins! Não foi pênalti!”.

  • “Informo ainda que após o término da partida houve invasão de uma criança pelo setor leste, sendo contida pela segurança privada”.

A equipe visitante abriu o placar no primeiro tempo com Eduardo Sasha, de pênalti, mas a falta no lance foi polêmica. O Timão chegou a empatar, mas tomou o segundo gol na reta final de partida e foi derrotado por 2 a 1 na volta da Série A diante da torcida.

Renata Ruel, comentarista da ESPN, analisou a jogada e apontou falta de critério.

"O Bruno Arleu não marcou nada no campo de jogo, aí vem aquela demora do VAR, que sugere revisão. Árbitro vai lá e volta atrás. A regra fala em jogo perigoso, quando o jogador faz uma ação que coloca em risco a integridade do adversário ou impede esse adversário de seguir disputando a bola. Quando você tem jogo perigoso sem contato físico, é tiro livre indireto; com contato físico, é tiro livre direto", analisou.

"A questão é analisar a jogada como um todo. O defensor levanta a perna até um pouco demais, sim, mas recolhe a perna e tenta evitar o impacto. E não é na altura do rosto, mas na altura do peito. Essa ação de tentar recolher e diminuir o impacto para mim não caracteriza jogo perigoso. Na ação dele, não coloca o adversário em risco. O adversário sente contato e joga o corpo. Para mim, não é suficiente para gerar impacto na ação do adversário. Não vejo pênalti no lance", completou a comentarista da ESPN.

"Ao levantar a perna, jogador pode correr o risco, mas isso só mostra mais uma vez a falta de critério da nossa arbitragem. Logo na primeira rodada, tivemos lances de jogos perigosos, de pé na altura do rosto adversário, que a arbitragem não marcou absolutamente nada. Então, para mim, além da ação não ser penalidade, erra a arbitragem e mais uma vez mostra a falta de critério da arbitragem brasileira", concluiu Renata Ruel.

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