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Ronaldo fala do que viveu em Flamengo e Corinthians e revela choque que sentiu: 'Era uma vergonha'

Após anos na Europa, Ronaldo voltou ao Brasil em 2009 para defender as cores do Corinthians. No entanto, antes de iniciar a trajetória no Timão, o 'Fenômeno' passou um tempo se recuperando da lesão no joelho no Flamengo.

Em entrevista ao podcast "Fala, Galvão!", do apresentador e narrador Galvão Bueno, no Youtube, o ex-atacante contou os bastidores do que viveu no clube do coração. Desde os treinamentos até a falta da oferta rubro-negra que o fez parar no clube paulista.

“Eu vim para o Flamengo, fiquei quatro meses treinando, fazendo minha recuperação da parte com bola já, a parte final. Ajudava nos treinos. Lembro do Paulo Victor, que era o terceiro goleiro da época, ficava comigo para treinar chute a gol. Eu treinava com o time titular os treinos de posse de bola, chute a gol. Fiquei quatro meses treinando, e eles vendo a minha evolução diariamente. Eu esperava por esse convite. Mas não veio. Até que o Corinthians veio e me formalizou a maior oferta”, disse.

Estrutura precária encontrada no Corinthians

Sobre a passagem pelo Corinthians, Ronaldo revelou só guardar memórias positivas. No entanto, de início, após aceitar a oferta, se surpreendeu com o que encontrou relativo à estrutura do Alvinegro.

“O bando de loucos entrou na minha vida de uma maneira avassaladora. Foi maravilhoso ter conhecido o Corinthians, a Fiel. Ter conhecido melhor a cidade de São Paulo, que hoje eu sou apaixonado. Mesmo sendo carioca eu sou louco por São Paulo. Me estabilizei em São Paulo e foi uma história incrível. Curta, intensa. Um Campeonato Paulista, uma Copa do Brasil. A melhor parte para mim foi ter dado início a essa revolução toda que foi o Corinthians."

“Porque quando eu cheguei não tinha nenhuma infraestrutura para treinar. Falava com o Andrés: ‘Presidente, isso é inadmissível. A gente não tem vestiário, CT, estádio, nada’. Ali a gente começou a trabalhar, ajudei muito o Andrés nisso. Foi ponta firme demais em tudo o que conseguiu. Ele falava: ‘Nós vamos fazer, custe o que custar’. Começou o projeto do CT, mais à frente tinha a Copa do Mundo, mas já tinha a ideia de fazer o estádio. Juntamos os pontos para desenhar o projeto do estádio. Foi um ponto importantíssimo para a história do Corinthians. Porque o Corinthians sempre foi gigante para fora, mas para dentro, para os profissionais, era uma vergonha o que tinha lá. A gente trocava de roupa em um contêiner improvisado, que quando chovia, chovia mais dentro do contêiner do que fora. Muitas vezes eu ia treinar, acabava o treino, pegava a roupa suja, levava minha roupa na mão, chegava em casa e no outro dia levava a roupa. Igual eu fazia na escolinha. Depois de tudo que conquistei, achando que ia jogar no Corinthians e ia encontrar uma infraestrutura mais ou menos básica, mas nem isso tinha. Houve uma transformação, muito investimento. Andrés entendeu a necessidade da mudança e muda o patamar. Ganhar CONMEBOL Libertadores, ganha Mundial. Foi uma passagem incrível para mim", completou.

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