Erro a favor do Flamengo e polêmicas em Corinthians x São Paulo: CBF lança 'balanço' da arbitragem na rodada do Brasileirão

Chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Seneme estreou um novo modelo de análise das polêmicas referentes ao VAR nas rodadas do Campeonato Brasileiro. Em vídeo gravado para esclarecer os lances da 6ª rodada, o árbitro explicou, passo a passo, por que as decisões de campo foram ou não acertadas.

E a rodada em questão do Brasileirão foi, de fato, repleta de polêmicas. Desde as expulsões na partida entre Bahia e Flamengo, na Fonte Nova, aos supostos pênaltis não marcados a favor do Vasco contra o Santos, em São Januário, Seneme esclareceu tudo.

Seneme esclareceu, inclusive, sobre as orientações destinadas à arbitragem sobre o protocolo de atuação em casos de cânticos homofóbicos, como os cantados pela torcida do Corinthians no domingo (14), na Neo Química Arena, em clássico contra o São Paulo.

Veja um resumo sobre as principais polêmicas da 6ª rodada:

PALMEIRAS x RED BULL BRAGANTINO

No sábado (13), Palmeiras e Red Bull Bragantino empataram por 1 a 1 no Allianz Parque. Os donos da casa ficaram na bronca com o árbitro Sávio Pereira Sampaio por conta da não-marcação de um suposto pênalti cometido pelo goleiro Cleiton em cima do atacante alviverde Endrick, no segundo tempo.

Em análise, Seneme explicou porque mesmo "sem querer" o árbitro acertou ao não marcar o pênalti a favor do Palmeiras.

“É um lance que a comunicação não foi boa. A princípio, o Sávio acha que a bola bate na mão do atacante, mas não é, é do goleiro. Ou seja, não sendo a mão do atacante, o goleiro agarra o atacante. Só que, antes do agarrão, o jogador do Palmeiras vai de encontro ao goleiro”.

Veja a análise completa de Seneme em Palmeiras x Red Bull Bragantino.

BAHIA x FLAMENGO

Ainda no sábado, o Flamengo venceu o Bahia por 3 a 2 na Fonte Nova, em Salvador, e o ponto central de toda a polêmica foram as expulsões de Rezende e Kanu no Esquadrão de Aço.

E na visão de Seneme, o árbitro Paulo César Zanovelli errou ao mostrar o segundo cartão amarelo para o zagueiro Kanu após lance envolvendo o atacante rubro-negro Gabigol, que culminou com a expulsão do defensor. No entanto, tal infração não podia ser corrigida pelo VAR.

“Nós vemos que o defensor do Bahia joga mesmo o braço e não se deve jogar esse braço de nenhuma maneira. Ele assume o risco. Mas, assim, na nossa análise em detalhes, esse braço que ele joga, não tem força para lesionar o adversário. Ele toca nos braços, na nossa visão, foi um exagero esse amarelo. O Gabigol quando joga e põe a mão na cara, isso é uma simulação. Nós estamos pedindo para que os árbitros não caiam nessa simulação".

Veja a análise completa de Seneme em Bahia x Flamengo.

CORINTHIANS x SÃO PAULO

No domingo (14), na Neo Química Arena, Corinthians e São Paulo ficaram no 1 a 1, em clássico que ficou marcado por algumas polêmicas, inclusive fora das quatro linhas. Entre as reclamações, o lado tricolor ficou na bronca com a arbitragem por conta do pênalti assinalado a favor dos donos da casa no atacante Wesley.

Em relação a este lance, Seneme concordou com a marcação da penalidade máxima pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo e explicou o motivo.

“Em detalhes, se olharmos o movimento do Rafinha, não é um movimento de ombro com ombro, ele joga a mão e, inclusive, impulsiona o braço para frente para deslocar o atacante. Empurra o jogador para o lado, isso faz com que o adversário não tenha condição de seguir na jogada. Foi atirado para o lado. Muito próximo do lance o árbitro, o que gera mais credibilidade para a decisão que ele toma. A gente pode dizer que é uma jogada de interpretação? A gente pode dizer que sim. Ele dá essa contradição, te dá o direito de interpreta. Mas as orientações que os árbitros recebem são as mesmas. Nesse caso, como tem impacto, tem que ser cobrado o tiro penal".

Veja a análise completa de Seneme em Corinthians x São Paulo.

VASCO x SANTOS

Também no domingo, em São Januário, o Vasco amargou o quinto tropeço consecutivo no Brasileirão após perder do Santos por 1 a 0. E os donos da casa ficaram na bronca com a arbitragem, alegando que os cariocas tiveram três pênaltis sonegados na Colina.

Para Seneme, o árbitro Rodrigo Jose Pereira de Lima (PE) acertou nos dois primeiros lances e tratou o terceiro, um possível pênalti de Rodrigo Fernández em Pedro Raul como "interpretativo".

“A comunicação do árbitro nos mostra que é de interpretação. Ele achou que o contato não era suficiente. É possível essa interpretação. Não vimos um grande choque. Respeito quem pensa que isso está no chão. Mas me chama atenção a boa colocação do árbitro. Por isso que existe esse respeito às regras do jogo. Nós sempre ficamos com a regra do árbitro”.

Veja a análise completa de Seneme em Vasco x Santos.