Apito final em Pasadena, e a incredulidade tomou conta do Rose Bowl.
A façanha do Botafogo ao ganhar do Paris Saint-Germain por 1 a 0 pelo grupo B do Mundial de Clubes deixou a todos impressionados. Os mais de 53 mil presentes ao estádio assistiram à história ser escrita - quase um mantra dentro do elenco alvinegro, que não para de surpreender.
A maior parte das famílias dos jogadores estava na arquibancada do Rose Bowl, e a sinergia entre todos foi palpável no campo: os atletas buscavam esposas e filhos, os torcedores cantavam no caminho para a saída e nos arredores do Rose Bowl por mais de uma hora...
Um sentimento único.
"Você não pode ter medo na frente de ninguém. Essa equipe não tem medo de ninguém. Obviamente, temos respeito, é claro, com certeza", definiu o zagueiro Alexander Barboza, que colocou a exibição contra os franceses como a melhor da carreira.
"Sabemos que é uma noite para comemorar. Não foi pouca coisa, mas amanhã voltaremos a treinar e... E a euforia acaba. Mais uma vez, pensar no próximo objetivo. Sabemos que hoje foi histórico, algo lindo. É uma coisa linda. Eu ainda me sinto vivo. E ainda não terminou, o objetivo ainda não foi alcançado, que é passar para a próxima fase".
"Acho que, desde quando eu cheguei no Botafogo, a maioria dos jogos foi sempre assim, sempre muita gente desacreditando, e nós estamos com a mente sempre muito forte, sempre forte, acreditando sempre", disse o goleiro John.
"Eu acho que essa frase do Marlon Freitas (o Botafogo tinha 1% de chance de vitória sobre o PSG) é válida, porque mesmo que muitas pessoas não acreditem, a gente sempre vai continuar acreditando no impossível. E hoje provou mais uma vez para todo mundo que a gente fez história".
O camisa 12, por sinal, já colocou a vitória sobre o PSG em um lugar especial no ranking dos jogos mais importantes da carreira: "Cara, é o primeiro colocado pelo contexto da pressão, pelo contexto que foi falado, pelas pessoas, por torcedores, pela mídia, por todo o contexto de que a gente vem para cá para passear, que a gente não passaria do primeiro jogo, quem sabe se a gente não ia classificar?"
"Eu acho que para mim esse jogo tem um peso, uma história muito grande. Quando eu olhei para meus filhos ali na arquibancada e vi a minha família aqui me prestigiando no primeiro Mundial de Clubes... E eu acho que para mim esse jogo entra como favorito na minha história", garantiu John.
A exibição diante do PSG encheu os olhos de Luis Enrique, técnico rival, e também de Kvaratskhelia, o jogador mais perigoso.
Agora, o adversário será o Atlético de Madrid, na próxima segunda-feira, novamente no Rose Bowl. O Botafogo precisa ganhar ou empatar para ser líder do grupo B, uma façanha e tanto para quem disputa espaço com dois europeus.
Depois desta quinta, porém, alguém ainda quer duvidar do Glorioso?
Próximo jogo do Botafogo:
Atlético de Madrid (N) - 23/06, 16h (de Brasília) - Mundial de Clubes
