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Luiz Henrique amplia legado de Garrincha e Túlio com a camisa 7 e leva Botafogo ao 1º título de Libertadores

Existem camisas que jogam "sozinhas". Levitam pela história graças ao passado de sucesso em busca de um novo dono para um futuro de alegrias. A 7 do Botafogo é assim e, neste sábado (30), abraçou de vez o nome que manteve essa tradição de mais de meio século.

Grande herói da vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, no Monumental de Núñez, que deu ao Fogão seu 1º título de CONMEBOL Libertadores na história, o atacante Luiz Henrique nunca esteve "sozinho" em campo.

Em Buenos Aires, algo invisível às câmeras ajudou o craque botafoguense e da seleção brasileira. Quem veste a 7 no time da Estrela Solitária carrega um passado de muito peso. Alguns não aguentam. Outros a encorpam, em sinal de que está pronto para o que a camisa tem a oferecer.

Tudo começou em meados dos anos 1950, quando um anjo de pernas tortas pousou em General Severiano. Garrincha colecionou momentos de genialidade com a 7 do Glorioso, enquanto desfilava pelo lado direito dos campos. Enfileirou marcadores, criou jogadas mágicas e iniciou uma história.

História esta que outros conseguiram dar sequência. Jairzinho, o "furacão" da Copa do Mundo de 1970, foi o sucessor natural de uma camisa mágica. Anos em que o Botafogo dava até inveja, tamanho o número de craques que atuava por ali.

Vieram outros. Foi a 7, à época vestida por Maurício, que tirou o Botafogo da fila de 21 anos sem um título com a conquista do Campeonato Carioca de 1989. Também foi a 7 que encontrou em Túlio "Maravilha" o personagem ideal para carregar o clube rumo ao primeiro troféu do Campeonato Brasileiro, em 1995.

Os donos inquestionáveis do número viraram peças raras. Depois de Túlio, apenas Dodô e seus golaços se firmaram com a camisa. Até que Luiz Henrique chegou ao Botafogo como o escolhido para dar sequência à história.

Neste sábado, ele foi o protagonista da épica vitória do Glorioso, que atuou a partida inteira com um a menos. Marcou o 1º gol de seu time e ainda sofreu o pênalti que deu a Alex Telles a oportunidade de balançar as redes pela 2ª vez em Buenos Aires. Uma atuação que ecoará eternamente pela história.

Garrincha imortalizou a 7 do Botafogo. Jairzinho seguiu o legado. Maurício a tirou da fila. Túlio lhe presentou com o primeiro Brasileirão da era moderna.

Agora, foi a vez vez de Luiz Henrique colocar a inédita taça da Libertadores na galeria de General Severiano, entrando de vez no panteão de ídolos do Glorioso.

Próximos jogos do Botafogo: