A trajetória de Lionel Messi no futebol profissional começou há exatamente 20 anos: no dia 16 de outubro de 2004, com a camisa do Barcelona, em uma partida de LALIGA, contra o Espanyol.
O argentino entrou em campo aos 38 minutos da segunda etapa, substituindo Deco -- que foi o autor do gol da vitória por 1 a 0 -- e usando a camisa de número 30. O jogo, porém, quase foi parar no "tapetão", e justamente por conta do então estreante.
A história foi relembrada por Horacio Gaggioli, que foi o primeiro representante de Messi e quem avisou ao Barcelona que havia um possível craque, ainda muito jovem, começando a brilhar na Argentina. Gaggioli contou, em entrevista à ESPN em 2019, uma espécie de "ameaça" que o Barça recebeu no pós-jogo.
"Duas horas após o término da partida, meu telefone tocou. Era uma ligação do Espanyol. Eles me perguntaram se sabíamos que Messi era um jogador da comunidade, já que eles estavam prestes a nos denunciar por colocar um jogador inelegível, pois ele não tinha liberação internacional", iniciou.
"Naquela época, só havia três jogadores estrangeiros jogando em um time e, com Messi, haveria quatro. Nós explicamos que, assim que ele chegou a Barcelona, foi contratado, aos 13 anos, então estava caracterizado como jogador de base. Se tivesse sido contratado aso 14, contaria como estrangeiro", seguiu.
"Obviamente, [Espanyol] queria os três pontos. A história não ficou maior, mas foi o que aconteceu. Apesar de todas as explicações, o Espanyol apresentou uma queixa de qualquer maneira; no entanto, saiu pela culatra", completou, relembrando que a partida não foi anulada e nada mais grave aconteceu.
A importância de Gaggioli para a chegada de Messi ao Barcelona é grande. Ele levou Carles Rexach, então secretário técnico do Barça, para conhecer o garoto na Argentina.
"Eu estava na Argentina quando eles me falaram sobre um garoto chamado Messi. Fiquei surpreso ao ver que eles estavam se referindo a um garoto de 12 anos, quando pensava que eles estavam falando de um jogador de pelo menos 18. Já que eu estava lá, pensei, vou dar uma olhada nele... E sim, claro, fiquei surpreso. Ele era muito pequeno fisicamente, mas quando você o via, ele tinha uma habilidade incomum, um instinto especial", disse Rexach, também à ESPN, em 2019.
"Eu assinei um contrato em um guardanapo de papel que um garçom me deu. Não poderia deixar escapar. Seu pai sentiu que as coisas não estavam claras e me disse que iriam embora. Foi quando eu decidi na hora [fazer um contrato em um guardanapo]", revelou.
