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Escândalo em Barcelona: documentos mostram como salário de Piqué chegou a R$ 208 mi por ano em 'disputa' contra Sergio Ramos

Piqué durante treino do Barcelona, em 16 de setembro de 2022 EFE/Alejandro García

Jornal catalão El Mundo revelou detalhes do contrato do zagueiro Gerard Piqué com o Barcelona


O zagueiro Gerard Piqué, atualmente "desaparecido" da escalação do Barcelona, perdeu todo o seu seu protagonismo esportivo, mas segue ocupando o "primeiro plano" nas notícias sobre o clube.

Seu divórcio tumultuado com a cantora Shakira já agitou a pré-temporada, e agora, um mês depois do início de 2022/23, surgem novos fatos sobre a renovação de contrato que ele assinou com o Barça em 2018, que lhe assegurou receitas totais de 142 milhões de euros (R$ 723,19 milhões) brutos durante cinco temporadas - 28,4 milhões (R$ 144,64 milhões) por ano. Ou seja: em 2021, depois da saída de Lionel Messi para o PSG, o defensor deveria ter se transformado no atleta mais bem pago do elenco blaugrana...

Mas esse contrato foi retocado e prolongado por duas temporadas em outubro de 2020, devido à pandemia mundial de COVID-19. Na ocasião, ele rebaixou seus vencimentos em 2020/21, mas os aumentou consideravelmente nos anos fiscais seguintes, chegando a um salário final estabelecido, na campanha 2023/24, superior a 40,8 milhões de euros (R$ 207,79 milhões).

Essas cifras, reveladas pelos contratos publicitários publicados pelo jornal catalão El Mundo, garantiam a Piqué cerca de 15 milhões de euros (R$ 76,39 milhões) líquidos por temporada entre 2017 e 2022, produto de suas exigências durante as conversas com o então presidente do clube azul-grená, Josep Maria Bartomeu, para ser o defensor mais bem pago do mundo, acima, especialmente, de Sergio Ramos, que, naquele momento, ganhava 12 milhões de euros (R$ 61,11 milhões) líquidos por temporada no Real Madrid.

Um dia depois de serem reveladas as negociações que Lionel Messi teve com a antiga diretoria do Barça - o que provocou indignação da atual cúpula de Joan Laporta por se entender que se tratou de um "vazamento interesseiro -, agora saem à luz as condições que Piqué arrancou de Bartomeu, entre as quais aparecem vários bônus vinculados a objetivos, prêmios especiais e de fidelidade, além de pagamentos extras por direitos de imagem.

Renovação "adiada"

Em outubro de 2020, em plena pandemia de coronavírus e de forma surpreendnete, Piqué, ao lado de Ter Stegen, De Jong e Lenglet, assinou uma renovação à margem do restante do elenco, prolongando por duas temporadas mais, até 2024, seu contrato.

Isso aconteceu dois meses depois da terrível eliminação na Champions para o Bayern de Munique, em Lisboa, onde o Barça sofre sua pior goleada na história da competição europeia e também onde Piqué disse que deixaria os blaugranas "se fosse necessário" e "se o clube entendesse que ele não deveria seguir na equipe".

A renovação, com mudanças das condições contratuais, lhe assegurou 18 milhões de euros (R$ 91,67 milhões) brutos na temporada 2020/21; 27,7 milhões de euros (R$ 141,07 milhões) brutos em 2021/22; 29,5 milhões de euros (R$ 150,24 milhões) brutos em 2022/23; e 40,8 milhões de euros (R$ 207,79 milhões) brutos na última, a temporada 2023/24, como produto da diminuição inicial de salário feita na pandemia e que ele iria recuperar aos poucos.

Tudo isso foi assinado semanas antes da renúncia de Bartomeu, e segue agora em vigor, apesar da diretoria de Joan Laporta ter tentado, em diversas ocasiões, negociar com Piqué uma redução salarial, principalmente em agosto, quando o clube expressou dúvidas a respeito da validez dos contratos firmados pela gestão Bartomeu. No entanto, nunca foi alcançado um acordo com o jogador.