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Por que Barcelona 'escapou' de punição da Uefa por fair play financeiro que atingiu PSG e outros grandes da Europa

Clube catalão foi um dos que mais gastou na última janela de transferências para conseguir reforçar o seu elenco


Após punição da Uefa ao PSG e outros sete clubes por descumprimento das regras do fair play financeiro, o Barcelona voltou a ser assunto com muitas pessoas se questionando como o clube gastou tanto dinheiro em contratações na última janela mesmo tendo forte crise financeira.

Por conta da pandemia e do fechamento de seu estádio e museu por um período, o clube viu seu faturamento diminuir por um período, o que acabou fazendo com que a dívida do clube se tornasse maior. Na última temporada, isso culminou na saída de Lionel Messi e reduções salariais no elenco.

Mesmo assim, o clube foi ao mercado no início da atual temporada e foi o sexto que mais gastou na Europa, com 153 milhões de euros (cerca de R$ 784,6 mi) sendo usados na chegada, principalmente, de três atletas: Raphinha, Koundé e Lewandowski.

Afinal, como o Barcelona conseguiu gastar tanto dinheiro com contratações mesmo sem ter o faturamento de anos anteriores? E como o clube fez isso sem sofrer punições do fair play financeiro?

Simples, a diretoria blaugrana vendeu algumas de suas propriedades de mídia para fazer com que seu faturamento crescesse e o seu limite de gastos, segundo as regras do fair play financeiro, aumentasse, também.

Dentro dessas propriedades de mídia estão parte dos direitos de televisão que o clube receberia no futuro e parte de uma empresa de mídia que o Barcelona tem para gerir o audiovisual do clube.

O fato não é ilegal, apesar de ter riscos para o futuro. Afinal, já é assegurado que um potencial lucro do clube em temporadas seguintes possa ser menor do que seria. Algo parecido ficou comum no Brasil em um passado nem tão distante, quando clubes pediam o adiantamento das cotas de televisão para sanar dívidas de curto prazo. Resta saber, agora, se o clube conseguirá se manter saudável financeiramente nos próximos anos, sem encontrar problemas com a Uefa.