Torcedora denuncia agressão durante jogo do Atlético-MG na Arena MRV

Arena MRV, estádio do Atlético-MG, vista de cima Getty Images

Maria Fernanda Barbosa esteve presente na Arena MRV na partida entre Atlético-MG e Betim, no último domingo (11), e afirma ter sido agredida por um integrante da Torcida Organizada Galoucura no fim do jogo.

A torcedora contou que foi ao banheiro no fim do segundo tempo e, ao voltar para o lugar onde estava, gritou para uma amiga questionando se o local estava cheio. Como o jogo se aproximava do fim, poderia esperar na escada.

Neste momento, um integrante da Galoucura, conhecido como Bruninho, teria dito para ela “ou você sobe, ou você sai andando, não vai ficar gritando na minha cabeça”. Os dois tiveram uma breve discussão e Bruninho empurrou Maria da escada.

De acordo com Maria, ela caiu e quando se levantou na tentativa de reagir, o homem voltou a agredi-la, dessa vez com um chute que deixou uma marca de tênis na sua camisa. Segundo ela, os integrantes da organizada assistiram a tudo sem reagir e suas amigas foram as responsáveis por afastar Bruninho, que só depois foi retirado por outros homens.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela torcedora, que também realizou um exame de corpo de delito e fez uma postagem contando sua versão dos fatos nas redes sociais.

Procurada, a Torcida Organizada Galoucura optou por não se pronunciar até a devida investigação dos fatos.

Em nota, o Atlético informou que está ciente do caso e em contato permanente com as autoridades competentes, encaminhando as filmagens do circuito de monitoramento interno. O clube afirma que o responsável pelas agressões pode ficar por no mínimo um ano proibido de frequentar o estádio e que repudia a violência contra mulheres.

Leia a nota do Atlético-MG na íntegra

O Atlético está ciente do caso e mantém contato permanente com as autoridades competentes. O Clube colabora integralmente com a investigação e está encaminhando às autoridades policiais as imagens do circuito interno de monitoramento.

O autor das agressões poderá responder judicialmente, além de ser punido conforme o Regulamento de Uso da Arena MRV, podendo inclusive ser impedido de frequentar o estádio por, no mínimo, 365 dias.

O Atlético ressalta que repudia e combate qualquer tipo de violência e informa que a Arena MRV conta com mais de 300 câmeras de vigilância, fundamentais para a identificação de infratores.

Em relação à violência contra mulheres, desde maio de 2024 a Arena MRV conta com uma equipe treinada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG), no âmbito do protocolo “Fale Agora”, voltado ao enfrentamento da violência sexual em espaços de lazer e turismo no estado. O Atlético foi pioneiro em Minas Gerais ao contar com um efetivo feminino capacitado para realizar o primeiro acolhimento de vítimas de assédio sexual em um estádio.