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No topo do mercado da bola, brasileiros movimentam cada vez menos dinheiro e são superados pela 1ª vez em 2021

Fifa divulgou estudo que detalha as transferências do mercado da bola em 2021


A Fifa divulgou, nesta sexta-feira, seu relatório anual sobre transferências no mercado da bola em 2021. Uma das conclusões é que o Brasil segue no topo quando o assunto é o número de jogadores negociados, mas não nos valores em dinheiro que essas transferências movimentam.

Segundo o estudo, foram movimentados em 2021 um total de US$ 4,86 bilhões, abaixo da marca de US$ 5,63 registrada em 2020. No total, aconteceram 18.068 transferências internacionais, número que superou o ano anterior, de 17.190 negócios.

No topo dessa cadeia, estão os jogadores brasileiros, responsáveis por 1.749 transações registradas pela Fifa. É o único país a superar a marca de mil transferências. O segundo lugar nesse quesito foi da Argentina, com 869 atletas negociados, seguido pelos britânicos (837) e franceses (772). Os colombianos fecharam o top 5 (653).

Quando se trata, porém, do dinheiro pago pelos jogadores, o Brasil perde a liderança. Desde 2018, inclusive, a Fifa mostra queda no valor investido na contratação de atletas do país. Há quatro anos, o país havia superado a marca de US$ 1 bilhão movimentados em transferências, enquanto em 2021 esse valor foi de US$ 468,4 milhões (R$ 2,6 bilhões).

Pela primeira vez, o topo desse ranking não ficou com o Brasil. Os jogadores franceses foram o que mais movimentaram dinheiro no mercado, com um total de US$ 643,6 milhões (R$ 3,56 bilhões). Espanhóis (US$ 307,2 milhões, R$ 1,7 bilhão), argentinos (US$ 292,6 mi, R$ 1,6 bi) e britânicos (US$ 286,5 milhões, R$ 1,58 bi) completaram o top 5.

O principal destino para os jogadores do Brasil foi Portugal, a rota que mais registrou negócios no mundo, segundo a Fifa. Foram 274 transferências no total. O caminho inverso, de atletas saindo de Portugal rumo ao Brasil, ficou em segundo lugar, com 200 transações. A terceira posição foi de jogadores indo da Alemanha para a Áustria (59).