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Abel revela como foi a preleção que fez Palmeiras vencer o Flamengo na final da Libertadores: 'Tranquei todos numa sala e disse isso'

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Abel Ferreira, sobre futuro: 'Vou parar, refletir e escolher aquilo que for melhor para o Palmeiras' (1:55)

Abel Ferreira agora soma duas Libertadores no mesmo ano com a camisa alviverde (1:55)

Técnico do Palmeiras, Abel Ferreira deixou no ar a possibilidade de sair do clube após a conquista do bi da Conmebol Libertadores


Após a conquista do bicampeonato da Conmebol Libertadores pelo Palmeiras, neste sábado, com a vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, o técnico do Verdão, Abel Ferreira, revelou como foi a preleção que levou o Alviverde ao título.

O português contou que reuniu todos os atletas palestrinos em uma sala e apresentou a estratégia que pensava para bater o Rubro-Negro na decisão em Montevidéu.

Em seguida, perguntou a todos se eles aceitavam sua ideia. Como o plano foi aprovado, o comandante deu sequência à sua preparação.

Entre suas ideias, estavam o uso de Gustavo Scarpa como "falso lateral-esquerdo", enquanto Piquerez atuou como 3º zagueiro, além da troca de posição entre Gustavo Gómez e Luan na defesa.

"Coloquei todos em uma sala e falei: 'Quero fazer isso, isso e isso e colocar vocês nessas posições, mas só se vocês se sentirem confortáveis com isso'. Um dos capitães respondeu: 'Se for para ganhar, faremos o que você quiser'", contou Abel.

"E o encontro era contra um rival muito qualificado, com um dos melhores treinadores brasileiros. E não vamos dar porrada porque perdeu, porque eu poderia perder, também. Temos que começar uma cultura sem herói ou vilão. Eu não sou herói, sou o mesmo que criticaram, o nosso adversário valorizou ainda mais a nossa vitória, a montanha que tivemos que escalar", seguiu.

"Para isso, foi preciso nossos jogadores acreditarem na estratégia, trocando o Scarpa de corredor, o Dudu de corredor e coloca o Piquerez como terceiro zagueiro. Se ganha, sou um gênio. Não, sou um profissional. Se perdesse? Ia ser um babaca, como dizem aqui. O futebol não é assim, é um jogo. Precisa de qualidade, competência e um pouco de sorte", complementou.

A conquista da Libertadores neste sábado, no Uruguai, garantiu ao Alviverde a entrada no grupo dos tricampeões do maior torneio de clubes da América do Sul.

Agora, são quatro clubes brasileiros que ostentam tal honraria. Pela ordem de conquista: São Paulo (1992, 1993 e 2005), Santos (1962, 1963 e 2011), Grêmio (1983, 1995 e 2017) e Palmeiras (1999, 2020 e 2021).

Além dos brasileiros, outros dois times possuem três títulos da Libertadores em sua história: Olimpia-PAR (1979, 1990 e 2002) e Nacional-URU (1971, 1980 e 1988).

O líder, inalcançável há anos, é o Independiente, com sete títulos (1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984), seguido mais de perto pelo Boca Juniors, com seis (1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007).

Peñarol, com cinco (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987), River Plate, com quatro (1986, 1996, 2015 e 2018), e Estudiantes, também com quatro (1968, 1969, 1970 e 2009), também o rol dos maiores campeões sul-americanos em todos os tempos.