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Palmeiras vence Flamengo com Deyverson herói na prorrogação e é tricampeão da Libertadores

Palmeiras sagrou-se tricampeão da Libertadores neste sábado, ao vencer o Flamengo na prorrogação, em Montevidéu. O herói da conquista foi Deyverson, com gol decisivo na prorrogação, após falha de Andreas Pereira


Primeiro foi o arquirrival que nunca havia sido eliminado num clássico na Libertadores. Depois o iminente campeão brasileiro, favorito com seu time milionário. Agora, a equipe de mais estrelas, títulos e fama recente no futebol sul-americano. Sair campeão depois de uma sequência dessas é para poucos. Só para quem gosta de entrar para a história. E isso ninguém pode duvidar: esse Palmeiras gosta – e sabe – fazer história.

Foram muitas sinas reescritas de uma temporada para cá – a maioria com final feliz para quem veste verde. O River Plate nunca levou 3 a 0 de um brasileiro na Argentina? É impossível ser campeão da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores no mesmo ano? Ser bicampeão seguido, então, pode esquecer! Isso é o que a história mostra, mas não o limite para Abel Ferreira e sua turma de jogadores. Pelo contrário.

Em Montevidéu, o Palmeiras foi minoria diante de uma cidade pintada de rubro-negro desde o começo da semana. Chegou por último à capital e se fechou como pôde, sem deixar vazar nada. Foi ao Uruguai para vencer – e venceu na prorrogação! Com gols de Raphael Veiga e Deyverson, o Verdão bateu o Flamengo por 2 a 1 neste sábado (27), no Centenário, e volta para casa com a terceira Libertadores na mala - Gabigol anotou o tento rubro-negro.

É mais um recorde para quem coleciona tantos no torneio. Agora o brasileiro com mais títulos, ao lado de Grêmio, Santos e São Paulo, o Palmeiras já era o time com mais finais (seis), edições disputadas (21), jogos (210), vitórias (116, será 117 se vencer o Flamengo) e gols (390, antes da final de hoje). Marcas de quem sabe escrever, ou mudar, a própria história.

Melhores momentos

Palmeiras vidrado, Flamengo desajustado

Se na final de 2020 o Palmeiras precisou esperar até os 97 minutos para abrir o placar, o gol neste sábado saiu muito mais rápido. O time, montado para aproveitar qualquer erro cometido pelo rival, viu brecha nas costas de Filipe Luis uma vez. Na segunda, Mayke apareceu livre e cruzou para Raphael Veiga, de primeira, bater no contrapé de Diego Alves.

Sair na frente não mudou a estratégia do Palmeiras. Ao contrário, só a fortaleceu. O Flamengo, bem mais tempo com a bola, mas com as tradicionais falhas de posicionamento, tentou rodar em busca de espaços, mas pouco furou a linha defensiva de cinco montada por Abel Ferreira. Ainda assim, mais pela qualidade individual do que coletiva, apareceram chances.

A mais clara foi já aos 42 minutos da primeira etapa, quando Bruno Henrique ajeitou de cabeça para Arrascaeta bater de primeira, meio que prensado entre os alviverdes. Weverton, atento mesmo sem pegar tantas vezes na bola, manteve o 1 a 0 no placar e fez justiça às atuações de Mayke e Danilo, dois dos destaques palmeirenses.

Herói improvável

A necessidade de ao menos empatar empurrou o Flamengo para cima do Palmeiras e criou chances perigosas. A maior delas com Willian Arão, que desviou escanteio de cabeça perto da trave. Weverton ainda fez boa defesa nos pés de David Luiz após cobrança de escanteio. O Palmeiras respondeu em belo chute de Rony, que parou em Diego Alves.

Renato Gaúcho decidiu apostar em Michael, mas quem apareceu foi Gabriel. O camisa 9 saiu da área para buscar jogada na pota, recebeu bela assistência de Arrascaeta e bateu entre Weverton e a trave para empatar.

O lance incendiou o Centenário, fez o Palmeiras murchar e deu ânimo ao Flamengo, que quase virou em batida cruzada de Michael. Mas o empate persistiu até a prorrogação, quando Deyverson apareceu para decidir. O camisa 9 aproveitou vacilo de Andreas Pereira, partiu sozinho até a área e venceu Diego Alves para definir o título.

O cara: Deyverson

O melhor em campo provavelmente foi Danilo, que dominou o meio-campo enquanto teve pernas e abriu um buraco inconsertável quando teve que ser substituído. Mas a estrela de Deyverson merece ser recompensada. Aposta de Abel Ferreira na prorrogação, ele precisou de 4 minutos para roubar a bola de Andreas Pereira, partir sozinho até Diego Alves e definir o título.

Foi mal: Filipe Luis

A participação do lateral-esquerdo na final durou meros 30 minutos, mas foram talvez os piores do camisa 16 desde que chegou ao Flamengo. Levou três bolas nas costas, uma delas na jogada que acabou em gol do Palmeiras, e ofensivamente cometeu erros demais, em especial nos passes mais forçados. Deu lugar a Renê por um problema muscular.

Anitta marca presença

Para deixar a final com ainda mais cara brasileira, teve até mesmo show de Anitta. A artista fez uma apresentação rápida, de 10 minutos, e empolgou as duas torcidas no Centenário. Foi a segunda participação dela numa decisão de Libertadores, dois anos depois de cantar, e rebolar, em Lima antes de River Plate x Flamengo.

Até pedido de casamento!

Além de tudo que uma final de Libertadores já tem, houve até pedido de casamento de um flamenguista para uma palmeirense, minutos antes de a bola rolar. Ela, apesar da pressão das duas torcidas gritando "não", aceitou. Veja o momento no vídeo abaixo:

Próximos Jogos

Os dois clubes mal têm tempo para descanso, já que voltam a campo na próxima terça-feira (30), pelo Campeonato Brasileiro. O Flamengo recebe o Ceará, às 20h, no Maracanã, enquanto o Palmeiras visita o Cuiabá, às 22h, na Arena Pantanal. Ambas as partidas são no horário de Brasília.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 2 x 1 Flamengo

GOLS: Raphael Veiga, aos 5', e Deyverson, aos 94' (PAL); Gabriel, aos 72' (FLA)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Gabriel Menino), Gustavo Gómez, Luan e Piquerez (Felipe Melo); Danilo (Patrick de Paula), Zé Rafael (Danilo Barbosa), Gustavo Scarpa e Raphael Veiga (Deyverson); Rony e Dudu (Wesley). Técnico: Abel Ferreira.

FLAMENGO: Diego Alves; Isla (Matheuzinho), Rodrigo Caio, David Luiz e Filipe Luis (Renê); Willian Arão, Andreas Pereira (Pedro), Everton Ribeiro (Michael) e Arrascaeta (Vitinho); Bruno Henrique (Kenedy) e Gabriel. Técnico: Renato Gaúcho.