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História de Palmeiras x Flamengo tem final épica, batalhas nos pênaltis e chuva de gols; relembre decisões

Final da Libertadores, neste sábado (27), em Montevidéu, será a terceira direta entre palmeirenses e flamenguistas, mas também a sexta partida eliminatória entre eles. O time carioca leva a melhor por enquanto: 3 a 0


Palmeiras e Flamengo decidem neste sábado (27), no Estádio Centenário, em Montevidéu, quem ficará com o título da Conmebol Libertadores de 2021. A grande final coloca frente a frente os dois principais clubes do Brasil nos últimos anos, em mais um capítulo da rivalidade que só cresce entre as torcidas.

Palmeiras x Flamengo, final da Conmebol Libertadores, tem transmissão AO VIVO pelo FOX Sports e pela ESPN no Star+ no dia 27, às 17h (de Brasília).

A final no Uruguai será a terceira da história entre os times, além de representar o sexto jogo eliminatório entre eles. A vantagem por enquanto é rubro-negra, com um apertado 3 a 2, incluindo as duas decisões diretas. Os paulistas, portanto, têm a chance de igualar o confronto.

Mas os jogos entre Palmeiras e Flamengo, muito além do resultado final, sempre tiveram uma pitada extra de emoção: disputa de pênaltis, eliminatórias eletrizantes, viradas épicas e mais. Relembre abaixo as cinco vezes que os clubes estiveram frente a frente em decisões.

COPA DO BRASIL 1997

Semifinal de Copa do Brasil, quem passasse decidiria o título com o Grêmio. De um lado, um Palmeiras com Cafu, Rincón, Djalminha e Viola, dirigido por Márcio Araújo. Do outro, o Flamengo de Júnior Baiano e, principalmente, a dupla infernal de ataque, formada por Sávio e Romário.

Os dois, aliás decidiram os confrontos na ida e na volta. No Maracanã, o Flamengo fez 2 a 0, gols de Sávio, em cobrança de falta, e Romário, de pênalti. O resultado deu tranquilidade ao time carioca, que foi ao Palestra Itália para despachar o Verdão de novo: 1 a 0, gol de Sávio após rebote de Velloso em chute do Baixinho.

Escalações do 2º jogo:

Palmeiras: Velloso; Cafu, Sandro, Wagner e Júnior; Galeano (Rogério), Leandro Ávila, Marquinhos e Rincón; Djalminha e Viola (Agnaldo). Técnico: Márcio Araújo.

Flamengo: Zé Carlos (Júlio César); Leandro, Júnior Baiano, Fabiano e Athirson; Jamir, Maurinho, Evandro e Nélio (Bruno Quadros); Sávio e Romário. Técnico: Sebastião Rocha.


COPA DO BRASIL 1999

Dos grandes confrontos da história da Copa do Brasil, talvez até do futebol nacional como um todo. Dois anos depois, Palmeiras e Flamengo voltaram a se encontrar no torneio mata-mata, mas agora uma fase antes, nas quartas de final.

O Flamengo saiu na frente, ao vencer por 2 a 1 no Maracanã. Caio, aproveitando rebote de pênalti de Romário, abriu o placar, enquanto o Baixinho ampliou. Quase no fim, Paulo Nunes escorou cobrança de escanteio de Alex e diminuiu.

Em São Paulo, o que se viu foi um confronto épico. Rodrigo Mendes fez 1 a 0 para o Flamengo, mas Oséas empatou. O mesmo Rodrigo Mendes, em bela cobrança de falta, recolocou o Flamengo em vantagem, só que Júnior, em chute de fora da área, igualou novamente.

A vaga parecia definida até Luiz Felipe Scolari chamar Euller. O "Filho do Vento" incendiou a partida nos minutos finais e garantiu uma virada épica por 4 a 2 ao Palmeiras, com dois gols de cabeça, aos 41 e 44 minutos do segundo tempo. A classificação tinha que ser alviverde.

Escalações do 2º jogo:

Palmeiras: Marcos; Arce (Euller), Roque Júnior, Agnaldo e Júnior; César Sampaio (Evair), Rogério, Zinho e Alex; Paulo Nunes e Oséas. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Flamengo: Clemer; Pimentel, Fabão, Luiz Alberto e Athirson; Jorginho, Maurinho, Beto e Rodrigo Mendes; Caio (Bruno Quadros) e Romário (Vágner). Técnico: Carlinhos.


COPA MERCOSUL 1999

A primeira final direta da história de Palmeiras x Flamengo, que acabou de forma tão épica quanto o confronto anterior, meses antes. Já era dezembro, quase Natal, e o Verdão havia sido campeão da Libertadores e perdido o Mundial de Clubes para o Manchester United, semanas antes.

Sem Romário, afastado pela diretoria rubro-negra por problemas extracampo, o Flamengo arrancou forças para, com um time tecnicamente muito abaixo, vencer o rival por 4 a 3 no Maracanã. Juan abriu o placar, Júnior Baiano empatou e Asprilla virou para o Palmeiras.

Na sequência, Caio (hoje comentarista da TV Globo) empatou de novo, mas Paulo Nunes botou o Verdão em vantagem poucos segundos depois. O Flamengo foi buscar a vitória, com mais um gol de Caio e outro de Reinaldo, a cinco minutos do fim.

No Palestra Itália lotado, em 20 de dezembro, o Palmeiras foi para cima e saiu na frente com Arce, de pênalti. Caio igualou para o Flamengo e viu Rodrigo Mendes, em belo chute de fora da área, virar o placar. O Verdão foi buscar: Arce, de falta, e Paulo Nunes, de cabeça, puseram o Alviverde em vantagem. Só que , aos 38 do segundo tempo, saiu cara a cara com Marcos e decretou o título rubro-negro com empate por 3 a 3.

Escalações do 2º jogo:

Palmeiras: Marcos; Arce, Júnior Baiano, Cléber e Júnior; César Sampaio (Edmilson), Zinho e Alex; Paulo Nunes (Rogério), Asprilla e Euller (Oséas). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Flamengo: Clemer; Maurinho, Célio Silva, Juan e Athirson; Leandro Ávila, Marcelo Rosa (Lê) e Léo Inácio (Rodrigo Mendes); Caio (Iranildo), Reinaldo e Leandro Machado. Técnico: Carlinhos.


COPA DOS CAMPEÕES 2000

Depois de tantos confrontos em que as estrelas estavam mais do lado alviverde, o Flamengo chegou para uma partida decisiva contra o Palmeiras, na teoria, em vantagem técnica. Mas na semifinal da Copa dos Campeões em 2000, torneio que dava vaga à Libertadores do ano seguinte, isso não fez diferença.

O Flamengo venceu o primeiro duelo por 2 a 1, gols de Dejan Petkovic, de pênalti, e de Reinaldo, quase que na sequência. O Palmeiras diminuiu com Taddei, promessa que viria a ter seu melhor momento da carreira no futebol italiano.

No segundo jogo, vitória palmeirense por 1 a 0, gol do mesmo Taddei, resultado que levou a decisão da vaga na final para os pênaltis. O Verdão, na época dirigido interinamente por Flávio Murtosa, eterno auxiliar de Felipão, eliminou o Flamengo por 5 a 4, após Sérgio defender a cobrança decisiva, de Reinaldo. Na final, o Alviverde foi campeão sobre o Sport.

Escalações do 2º jogo:

Flamengo: Clemer; Maurinho, Juan, Luiz Alberto e Léo Inácio; Leandro Ávila, Mozart, Iranildo (Tuta) e Petkovic (Rodrigo Mendes); Lê (Lúcio) e Reinaldo. Técnico: Carlinhos.

Palmeiras: Sérgio; Neném, Thiago Matias, Agnaldo e Jorginho; Fernando, Rodrigo Taddei e Juninho (Lopes); Asprilla, Basílio e Pena. Técnico: Flávio Murtosa.


SUPERCOPA DO BRASIL 2021

A segunda final direta entre flamenguistas e palmeirenses foi a partida que, ao menos teoricamente dentro do confuso calendário brasileiro, abriu a temporada 2021. De um lado, o rubro-negro de Rogério Ceni, campeão brasileiro. Do outro, o alviverde de Abel Ferreira, vencedor da Copa do Brasil.

Raphael Veiga, em bela jogada logo com um minuto, abriu o placar no Mané Garrincha, em Brasília. O Flamengo virou ainda no primeiro tempo, gols de Gabriel e Arrascaeta, mas o Palmeiras buscou o empate a 16 minutos do fim, em pênalti batido por Veiga.

Título decidido nos pênaltis – e no excesso de erros. Filipe Luis, Matheuzinho e Pepê perderam para o Flamengo, mas Luan, Danilo, Gabriel Menino e Mayke desperdiçaram para o Palmeiras, que, assim, não impediu o bicampeonato rubro-negro no recém-criado torneio.

Escalações:

Flamengo: Diego Alves; Isla (Matheuzinho), Rodrigo Caio, Willian Arão e Filipe Luís; Diego (João Gomes), Gerson (Pepê), Éverton Ribeiro (Vitinho) e Arrascaeta; Bruno Henrique (Michael) e Gabriel. Técnico: Rogério Ceni.

Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha (Mayke), Luan, Gustavo Gómez e Viña; Felipe Melo (Danilo), Zé Rafael (Gabriel Menino) e Raphael Veiga; Breno Lopes, Wesley (Gabriel Veron) e Rony (Gustavo Scarpa). Técnico: Abel Ferreira.