Presidente do Real desabafa contra 'clubes-Estado', como PSG, City e Newcastle: 'Agora você oferece 200 milhões de euros e ninguém aceita'

Segundo Florentino Pérez, as equipes reveladoras da Europa preferem negociar com os ricaços do mundo árabe do que com o Real Madrid atualmente, já que sabem que vão conseguir arrancar mais dinheiro em transferências


Durante evento para os sócios do Real Madrid, nesta terça-feira, o presidente da equipe merengue, Florentino Pérez, desabafou contra o poderio financeiro de "clubes-Estado" como Manchester City, PSG e Newcastle, que são controlados por fundos dos Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita, respectivamente.

Segundo Florentino, hoje os cofres do time espanhol, que num passado recente eram mais do que suficientes para formar times "galácticos" no Santiago Bernabéu, atualmente não conseguem competir com os infinitos "petrodólares" do Oriente Médio.

O Real Madrid volta a campo no próximo domingo (21), às 12h15 (de Brasília), contra o Granada, por LaLiga, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+

Ainda de acordo com o dirigente, as equipes reveladoras da Europa também preferem negociar com os ricaços do mundo árabe do que com o Real Madrid atualmente, já que sabem que vão conseguir arrancar mais dinheiro em transferências.

"Temos que cumprir os contratos que temos e tentamos sempre trazer bons jogadores, os melhores. Mas você tem que ter também o dinheiro para pagá-los. Agora, você oferece 200 milhões de euros e não te vendem...", desabafou.

"O melhor agora é realmente contratar atletas em fim de contrato, porque, no momento, está uma loucura com os 'clubes-Estado', que compram todos os jogadores e não te vendem nenhum", reclamou.

"Eu luto para que as boas gestões sejam premiadas, não o dinheiro que vem de outro país, Vai chegar um momento que os 30 maiores clubes da Europa serão controlados por países. Esse não é o princípio da Comunidade Europeia", seguiu.

"Eu vim ao Real Madrid para lutar e estou lutando desde que cheguei", completou.

Florentino Pérez, que já havia sido mandatário do Real Madrid entre 2000 e 2006, retornou ao poder no clube em 2009 e está no cargo desde então.