Campeão do mundo em 1994, Zinho revelou em entrevista que Branco teve que ser acalmado por Dunga por irritação com Parreira e ainda disse que se revolta com críticas ao time
Zinho é um dos grandes nomes da conquista da Copa do Mundo de 1994 com a seleção brasileira. Não à toa, o ex-jogador é conhecido nos dias de hoje pelo apelido de ‘o Tetra’.
E o fato muito alegra ao ex-meio-campista. Algo na conquista, porém, traz um sentimento reverso a ele. Em entrevista ao Flow Sport Club, Zinho afirmou que se revolta com afirmações de que time de Parreira jogava feio.
“Os amigos do meu filho, de 25 anos, 26, não viram a Copa. Mas só ouvem dizer que o jogo era feio. Isso me revolta. Aí, o moleque fala: ‘Tio, eu vi os jogos, vocês dominavam o jogo, tinham a melhor posse de bola, as melhores chances. O jogo foi 1 a 0, mas poderia ter sido 4, 5. Ninguém sufocou vocês. O único jogo que alguém foi melhor que você foi a Holanda’. 2 a 0, dominando”, disse.
“A gente massacrando, dá uma queda de rendimento, o time deles muito bom, empatam o jogo. Nesse momento, eles era melhores do que a gente, A seleção que mais troca passes certos na Copa é o Brasil. Que jogo feio é esse que não toma pressão? Tanto é que o povo sabia que a gente ia ganhar. Mas parte da imprensa falava”, completou.
Zinho ainda relembrou que Branco, herói da classificação contra a Holanda, chegou a ser acalmado pelo capitão Dunga por conta de uma opção de Parreira. O ‘Tetra’ ainda contou que o treinador fez um pedido especial a ele para aquele jogo.
“O Branco não jogou a Copa toda, tratamento de manhã, de tarde e de noite. O Leonardo é expulso, ele não entra no jogo. O Branco fica p da vida com o Parreira, bicudo e tal. O Dunga chama ele e diz: ‘Branco, você estava voltando, a gente ia ficar com um jogador a menos, o Cafu é o melhor preparo físico da nossa seleção. Você não ia dar esse ritmo. Contra a Holanda, você vai treinar e jogar”, afirmou.
“Tanto é que o Parreira me chama no quarto dele. ‘Não sai daqui, eu preciso que você fique aqui cobrindo o Branco, o Overmars tá bem’. Eu falei: Professor, eu quero ser campeão do mundo. Essa não é minha função no Palmeiras. Mas é o que eu preciso fazer? Conta comigo. Para ganhar, alguém tem que sacrificar. Para o Romário marcar, o Zinho e o Mazinho tem que recompor. Se a gente não sofrer gols, vamos fazer um”, finalizou.
