Palmeiras e Grêmio avançaram na negociação e encaminharam neste sábado o empréstimo do atacante Miguel Borja até o final de 2022 para o time gaúcho, segundo apurou o ESPN.com.br.
No momento, as questões já estão resolvidas entre os clubes, e agora o Imortal negocia salários e condições finais com o atacante e seu estafe.
As conversas, porém, estão bastante adiantadas, e a tendência é que elas sejam concluídas em breve.
A informação foi publicada primeiramente pela Rádio Guaíba.
Na última sexta-feira, o ESPN.com.br informou sobre a consulta do Grêmio sobre Borja, e também as condições importas pelo Palmeiras para ceder o colombiano por empréstimo.
São elas:
1. O Grêmio tem que desembolsar R$ 6 milhões pelo empréstimo
2. Grêmio tem que topar a liberação imediata de Borja caso o Palmeiras receba uma proposta do exterior pelo centroavante
3. O estafe de Borja tem que aceitar renovar o contrato do atacante com o Palmeiras pelo período do empréstimo ao Grêmio.
Já na manhã deste sábado, a reportagem mostrou os motivos do Alviverde topar emprestar o artilheiro ao Imortal, ao invés de vendê-lo.
Segundo apuração, isso ocorre por questões financeiras da equipe paulista.
Borja recebe um salário de US$ 100 mil ao mês, cerca de R$ 500 mil. Só que a diretoria do Palmeiras faz uma conta na folha salarial para um período de médio e longo prazo. No período de um ano, o salário do estrangeiro chegaria a US$ 1,2 milhão, quase R$ 6,2 milhões.
O alto valor teria um impacto direto na política de austeridade financeira que o Palmeiras tenta implementar para a próxima temporada. O ESPN.com.br apurou nos últimos meses que o grande objetivo de Maurício Galiotte, presidente do clube, é entregar o cargo com as contas em dia para o próximo presidente.
Além disso, nas últimas semanas, a folha salarial do Alviverde recebeu alguns impactos, como o retorno de nomes como Deyverson e Dudu, além da contratação do lateral-esquerdo Jorge e também de Joaquín Piquerez, do Peñarol, anunciado neste sábado como reforço.
A diretoria do Palmeiras deixa claro que vê Borja como um nome negocíavel e tenta recuperar ao menos parte do investimento realizado no centroavante ainda em 2017, quando foi contratado.
