O boletim de ocorrência registrado detalhou a confusão generalizada após a classificação do Atlético-MG para as quartas de final da Conmebol Libertadores. O documento diz que os jogadores do Boca Juniors causaram uma briga nos vestiários, envolvendo polícia, seguranças e adversários no Mineirão.
Segundo a Polícia Militar, os envolvidos nos atos de vandalismo foram: o goleiro Javier Garcia, os zagueiros Carlos Zambrano, Carlos Izquierdoz e Marcos Rojo, o atacante Sebastián Villa, o preparador de goleiros Fernando Gayoso, o auxiliar Leandro Somoza e o dirigente Raul Cascin.
O plano inicial era que apenas as pessoas envolvidas diretamente com o tumulto tivessem que se deslocar, mas o técnico Miguel Ángel Russo fez questão que toda delegação se dirigisse à delegacia. Ninguém do Boca foi detido.
Veja os principais itens do documento:
- O jogadores Villa e Pavon arremessaram bebedouros nos seguranças e funcionários do Atlético-MG
- O jogador Zambrano cuspiu nos policiais do Batalhão ROTAM
- O jogador Briasco agrediu um dos funcionários com uma barra de ferro
- O senhor Araujo, funcionários do Boca, desferiu um soco no rosto de um dos seguranças
- Rojo e González agrediram seguranças e funcionários. Rojo pegou um extintor de incêndio, mas nas imagens não é possível identificar se ele arremessou o objeto
O clube argentino pagou uma fiança de 15.500 dólares (R$ 78,9 mil) para liberar os envolvidos. Até o momento, o ônibus do clube argentino não saiu da delegacia.
Segundo o Atlético-MG, a confusão aconteceu quando o Boca tentou invadir os vestiários dos árbitros e depois do próprio time mineiro.
Além disso, foram relatados prejuízos materiais no Mineirão, com a depredação de vestiários, portas e bebedouros.
O time argentino, que tinha a volta para Buenos Aires marcada para logo depois da partida, só retornará para casa nesta quarta-feira.
