Técnico do Liverpool, Jurgen Klopp se mostrou contrário à criação da Superliga da Europa, que tem nos Reds um de seus clubes fundadores.
"Tenho a mesma opinião sobre a Superliga. É difícil, as pessoas não estão felizes e eu não estou envolvido. O Liverpool é mais do que algumas decisões", afirmou o treinador, que completou fazendo uma defesa da atual Uefa Champions League.
"O meu objetivo sempre foi fazer parte da Champions League. Gosto da ideia de que o West Ham pode jogar na Liga dos Campeões. As partes mais importantes do clube são os torcedores e a equipe. E devemos ter certeza de que nada atrapalhe isso", disse à BBC, antes do empate contra o Leeds pela Premier League.
"Eu ouvi hoje que irei me demitir, mas eu me sinto responsável pelo time, pelo clube e pelo relacionamento que temos com nossos torcedores. Eu vou tentar resolver de alguma forma", afirmou o alemão, após a partida.
A competição, já discutida há algum tempo, ainda não tem uma data confirmada. São 12 os clubes fundadores: os seis principais times da Inglaterra (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City e Tottenham), os três gigantes da Espanha (Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid) e mais o trio dos chamados grandes da Itália (Milan, Inter de Milão e Juventus).
Segundo adiantou a ESPN, porém, 15 equipes seriam permanentes na Superliga, que não poderiam ficar fora de nenhuma edição. Outros cinco times seriam rotativos, com base em performance.
A UEFA divulgou um comunicado duro, ao lado de da Federação Inglesa, Premier League, Federação Espanhola, LaLiga, Federação Italiana e a Serie A. O projeto, encabeçado pelos gigantes ingleses, espanhóis e italianos, foi chamado de “cínico”. A nota faz uma ressalva, com elogio a clubes de Alemanha e França, que seriam contrários à iniciativa.
“Nós vamos considerar todas medidas disponíveis, em todos os níveis, tanto jurídicos quanto esportivos, para evitar que isso aconteça. O futebol é baseado em competições abertas e no mérito esportivo; não pode ser diferente”, escreveu.
“Assim como já anunciado pela Fifa e as seis confederações, os clubes envolvidos serão banidos de jogar qualquer outra competição, doméstica, europeia ou mundial, e seus jogadores terão negada a oportunidade de representar suas seleções”, ameaçou.
