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Superliga: cinco perguntas sobre torneio de gigantes da Europa que revolta Uefa e ameaça Champions

Barcelona campeão, Chelsea eliminando o Manchester City de Guardiola, Real Madrid ou Manchester United em campo... Nada agitou tanto o futebol europeu no fim de semana quanto o lançamento da “Superliga”, torneio que reúne 12 dos gigantes do continente.

O novo torneio recebeu, antes mesmo da confirmação, uma resposta dura da Uefa, em parceria com Premier League, LaLiga e Serie A da Itália, que, na véspera do anúncio de novidades na Champions League, ameaçou clubes e até jogadores que fizerem parte da iniciativa.

Para entender a “guerra” que tomou conta dos bastidores do mais alto nível do futebol, o ESPN.com.br resume as novidades em cinco perguntas. Veja abaixo:

O que é a Superliga?

A competição, já discutida há algum tempo, ainda não tem uma data confirmada. São 12 os clubes fundadores: os seis principais times da Inglaterra (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City e Tottenham), os três gigantes da Espanha (Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid) e mais o trio dos chamados grandes da Itália (Milan, Inter de Milão e Juventus).

Segundo adiantou a ESPN, porém, 15 equipes seriam permanentes na Superliga, que não poderiam ficar fora de nenhuma edição. Outros cinco times seriam rotativos, com base em performance.

Quais seriam os clubes fixos?

O plano é para que a Superliga tenha, além dos seis times da Premier League, três de LaLiga e três do Campeonato Italiano, outros dois da Bundesliga e um do Francês também participem. Assim, abre-se a possibilidade para clubes como Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Paris Saint-Germain.

O que disse a Uefa?

A entidade divulgou um comunicado duro, ao lado de da Federação Inglesa, Premier League, Federação Espanhola, LaLiga, Federação Italiana e a Serie A. O projeto, encabeçado pelos gigantes ingleses, espanhóis e italianos, foi chamado de “cínico”. A nota faz uma ressalva, com elogio a clubes de Alemanha e França, que seriam contrários à iniciativa.

“Nós vamos considerar todas medidas disponíveis, em todos os níveis, tanto jurídicos quanto esportivos, para evitar que isso aconteça. O futebol é baseado em competições abertas e no mérito esportivo; não pode ser diferente.”, escreveu.

“Assim como já anunciado pela Fifa e as seis confederações, os clubes envolvidos serão banidos de jogar qualquer outra competição, doméstica, europeia ou mundial, e seus jogadores terão negada a oportunidade de representar suas seleções”, ameaçou.

Quem apoia financeiramente a iniciativa?

Também segundo apurou a ESPN, a Super League conta com um aporte financeiro do banco JP Morgan, com sede em Nova York, que teria disponibilizado US$ 6 bilhões (mais de R$ 33 bilhões na cotação atual) para serem distribuídos em empréstimos às equipes participantes.

E agora?

Para sair do papel efetivamente, a Super League precisa, ao menos oficialmente no momento, de aprovações das confederações nacionais, da Uefa e também da Fifa, o que deve abrir caminho para uma longa briga nos bastidores casos os planos realmente avancem.

Enquanto isso, a Uefa anunciará, nesta segunda-feira, mudanças no formato de sua Champions League, com a participação de 36 clubes, para 2024. As equipes jogarão em dez partidas na fase de grupos ao invés de seis. Os maiores times também devem ter direito a uma fatia mais generosa em dinheiro em forma de premiação.