A Uefa, ao lado das principais ligas do futebol europeu, se manifestou oficialmente sobre a possibilidade do lançamento da “Superliga”, iniciativa de gigantes do continente que ameaça a nova Champions League e tem um aporte de mais de R$ 33 bilhões.
A entidade divulgou um comunicado duro, ao lado de da Federação Inglesa, Premier League, Federação Espanhola, LaLiga, Federação Italiana e a Serie A. O projeto, encabeçado pelos gigantes ingleses, espanhóis e italianos, foi chamado de “cínico”.
Conforme noticiou a ESPN, a ideia de uma “Superliga da Europa” envolve os ingleses Manchester United, Liverpool, Arsenal, Chelsea e Tottenham, entre 11 clubes que assinaram o plano de lançamento do torneio.
No total, porém, a iniciativa teria a presença de 20 clubes, sendo que 15 seriam fixos nessa nova competição, que não poderiam ser rebaixados. O banco JP Morgan apoia o projeto, com uma linha de crédito de US$ 6 bilhões (mais de R$ 33 bilhões na cotação atual) disponível para ser distribuída em empréstimos aos clubes.
Veja, na íntegra, o comunicado divulgado pela Uefa:
A Uefa, a Federação Inglesa (FA) e a Premier League, a Federação Espanhola (RFEF) e LaLiga, e a Federação Italiana (FIGC) e a Serie A souberam que alguns poucos clubes ingleses, espanhóis e italianos podem estar planejando anunciar sua criação de uma fechada e autoproclamada Superliga.
Se isso acontecer, nós gostaríamos de reiterar que nós – Uefa, FA, RFEF, FIGC, Premier League, LaLiga e Serie A, mas também a Fifa e todas confederações membro – vamos seguir unidos em nossos esforços de parar esse projeto cínico, um projeto baseado no interesse próprio de poucos clubes em tempos em que a sociedade precisa de solidariedade mais do que nunca.
Nós vamos considerar todas medidas disponíveis, em todos os níveis, tanto jurídicos quanto esportivos, para evitar que isso aconteça. O futebol é baseado em competições abertas e no mérito esportivo; não pode ser diferente.
Assim como já anunciado pela Fifa e as seis confederações, os clubes envolvidos serão banidos de jogar qualquer outra competição, doméstica, europeia ou mundial, e seus jogadores terão negada a oportunidade de representar suas seleções.
Nós agradecemos aqueles clubes de outros países, especialmente de França e Alemanha, que recusaram participar disso. Nós chamamos todos os amantes do futebol, torcedores e políticos, a se juntarem a nós contra tal projeto se anunciado. Esse interesse próprio persistente de poucos foi longe demais. Basta.
