Nesta última sexta-feira (12) o São Paulo oficializou, enfim, a chegada de Hernán Crespo como novo treinador, em informação antecipada pela ESPN. Após o bom trabalho com o Defensa y Justicia, conquistando, inclusive, a Copa Sul-Americana 2020, o ex-atacante chega para recolocar o Tricolor na briga pelos principais títulos da temporada e terá muito trabalho pela frente.
E voltando alguns anos no tempo, pode até parecer ironia do destino, mas um jogo de Copa do Mundo conseguiu reuniur Crespo e alguns, hoje ex-jogadores, que atualmente são lembrados por seus trabalhos fora das quatro linhas. Em 1998, no Mundial da França, Holanda e Argentina disputaram as quartas de final, em partida marcada na história pela qualidade do futebol apresentado.
Comandada por Daniel Passarella, bicampeão do mundo, a seleção argentina confrontou a Holanda de Guus Hiddink, que já naquela época buscava o tão sonhado título de Copa, e que até hoje não veio. Mas para além dos dois treinadores, a quantidade de craques em campo também impressionou.
A Argentina escalou seu time titular com: Roa; Sensini, Ayala, Chamot e Zanetti; Almeyda, Simeone e Verón; Ariel Ortega, Claudio López e Batistuta. No banco, os sul-americanos ainda tinham nomes conhecidos como Burgos, Marcelo Gallardo e Hernán Crespo.
A Holanda, por sua vez, foi a campo com: Van der Sar; Reiziger, Stam, Frank de Boer e Numan; Jonk, Davids, Ronald de Boer e Cocu; Bergkamp e Kluivert. Entre os suplentes, Bogarde, Van Bronckhorst, Seedorf, Overmars e Guus Hiddink.
Naquele Mundial, quem levou a melhor no mata-mata foram os holandeses, que venceram por 2 a 1, com gols de Kluivert e Bergkamp, enquanto a Argentina marcou seu único tento com Claudio López. Nas semis, a Holanda acabou eliminada pelo Brasil, posteriormente vice-campeão para os anfitriões.
Mas para além do jogaço, houve todo um legado. Atualmente, muitos desses jogadores são destaques como técnicos, auxiliares, cartolas. A começar pela seleção argentina, que hoje tem como treinadores Hernán Crespo (São Paulo), Diego Simeone (Atlético de Madrid), Marcelo Gallardo (River Plate), Sensini (sem clube), Chamot (sem clube), Matías Almeyda (San José Earthquakes), Gabriel Batistuta (cotado para assumir o Defensa y Justicia), Germán Burgos (sem clube), Nelson Vivas (sem clube), Leonardo Astrada (sem clube), Marcelo Delgado (sem clube) e Abel Balbo (sem clube).
E para além de treinadores, muitos outros argentinos seguiram rumos diferentes. Pablo Cavallero é manager do Vélez Sarsfield, Verón é presidente do Estudiantes, Javier Zanetti é vice-mandatário da Inter de Milão, Sergio Berti hoje é empresário e o ex-arqueiro Roa hoje é preparadores de goleiros nos EUA.
Já na Holanda, se tornaram treinadores: Reiziger (Ajax B), Jaap Stam (Cincinnati), Frank de Boer (seleção holandesa), Edgar Davids (Olhanense), Ronald de Boer (Ajax Sub-19), Phillip Cocu (sem clube), Bogarde (auxiliar no Ajax), Van Bronckhorst (Guangzhou R&F), Zenden (auxiliar no PSV), Seedorf (sem clube) e Hassekbaink (Burton Albion).
Por fim, na lista de dirigentes, estão Van der Sar, executivo do Ajax, Marc Overmars, que está sem clube, mas é cogitado em Barcelona e Arsenal e, enfim, Patrick Kluivert, no Barça.
