No próximo sábado, o Santos entra em campo no Maracanã para encarar o Palmeiras e buscar o tetracampeonato da Conmebol Libertadores. O título colocaria o Peixe como o maior campeão brasileiro do torneio. E um jogador em especial do elenco santista pode ter um motivo a mais para comemorar.
O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá cobertura em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols.
Campeão em 2011, o lateral-direito Pará é o único do atual elenco do técnico Cuca que esteve presente no último título do Santos na Libertadores.
Em entrevista ao ESPN.com.br, dois ex-companeiros do lateral exaltaram o jogador. O zagueiro Bruno Aguiar e o atacante Maikon Leite destacaram a liderança de Pará e a importância que o atleta tinha também fora das quatro linhas. Além disso, ambos afirmaram que as críticas ao lateral são exageradas.
“O torcedor não gosta de jogador que é bom para o time. Tem o Pará, no Palmeiras, tive o Márcio Araújo, a torcida xingava, falava. Mas era regular. Ninguém queria ele fora do time. Pará teve quatro, cinco anos de titular no Flamengo. Agora no Santos, só time grande. Nada melhor que o currículo, o que a pessoa é dentro de campo. Quem trabalha com ele sabe que é um baita jogador, pessoa. Está ali e merece. Sei bem. Tem qualidade para estar no Santos. Quem vai jogar? Não tem o que falar", disse Maikon Leite.
"Acho um certo exagero. Os números dele não mentem. É vitorioso, por onde passa é um dos que mais jogam. Vem em um momento bom, tem uma liderança, um peso. Acredito que é um grande jogador, gosto muito dele. Quando estava no Santos, ele era um cara fundamental. Dentro e fora de campo. Divertido, alegra o ambiente, o grupo, piadista, dá apelido para todo mundo. Acredito que o Santos vá utilizar essa liderança dele para acrescentar no jogo", revelou Bruno Aguiar.
Fora de campo, foi unanimidade que Pará era um dos mais engraçados. Bruno Aguiar contou que o lateral-direito era um dos que mais animavam o elenco e tentava tirar o clima tenso dos grandes jogos. O zagueiro, que atualmente defende o Grêmio Novorizontino e conseguiu o acesso à Série C, contou um episódio em específico que marca a amizade entre os dois até hoje.
"Pará tinha muita história. Ele tinha uma brincadeira, quando a gente estava pousando o avião, que fingia ligar para a esposa. Dava umas quebradas, né? Uma vez ele foi abreviar, ai foi falar que o cara era sangue bom e ele apelidou o cara de CB. Mas, pô, CB? Aí pegou. Eu, até hoje, quando vou cumprimentá-lo, virei para ele e falei: 'E aí, CB, vamos trocar a camisa?'. Essas coisas ele tira de letra. Na minha época tinha muito cara assim, ele, Zé Love. Não dá para brincar com brincalhão".
Já Maikon Leite revelou que a amizade com Pará vem desde os tempos de várzea. Para o atacante, que hoje defende o Petro Luanda, de Angola, Pará é um jogador que pode jogar em qualquer posição no Santos que não vai fazer feio.
“Joguei com o Pará na várzea, depois no Santo André. Eu chamo o Pará de ‘Zika’. É com carinho, amizade, sempre foi assim. A gente ganhou coisa. O Santo André era meia, o camisa 10. Se você falar hoje, a pessoa que não conhece, diz que tá louco. Ele girava abola, rodava. No Santos, se botar de lateral-direito, lateral-esquerdo, volante. Ele joga de tudo. Merece tudo que acontece na carreira dele".
A primeira passagem de Pará pelo Santos foi entre 2008 e 2012. Depois, o jogador, que fez sua carreira toda no Brasil, passou por Grêmio e Flamengo, até retornar ao clube da Vila Belmiro em 2019.
