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Palmeiras x Santos será 3ª final brasileira da história da Libertadores; relembre as anteriores

Neste sábado, Palmeiras e Santos farão apenas a 3ª final brasileira da longa história da Conmebol Libertadores.

O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h.

As outras decisões "brazucas" aconteceram, curiosamente, em anos consecutivos: 2005 e 2006.

Na primeira, o São Paulo foi campeão em cima do Athletico-PR, conquistando a Libertadores pela 3ª vez.

Já em 2006, o Tricolor chegou novamente à decisão, mas desta vez perdeu para o Internacional, que foi campeão pela 1ª vez.

Vale ressaltar que a final deste ano será única, ao contrário das de 2005 e 2006, que foram em partidas de ida e volta.

Relembre como foi cada uma das finais brasileiras:

2005

Jogo de ida: Athletico-PR 1 x 1 São Paulo

A grande decisão de 2005 teve uma enorme polêmica antes da bola rolar. Como a Arena da Baixada não tinha capacidade para 40 mil pessoas, o clube paulista e a Conmebol não aceitaram que o jogo fosse realizado em Curitiba, mesmo com arquibancadas tubulares instaladas no estádio. Com isso, a partida foi realizada no Beira-Rio, em Porto Alegre, a contragosto de Athletico-PR.

Em campo, o Furacão começou muito bem, abrindo o placar com Aloísio "Chulapa", um dos grandes destaques daquele time, logo aos 14 do 1º tempo. Mas o Tricolor possuía uma excelente equipe e controlou a pressão rubro-negra até esfriar o adversário e conseguir o empate. O tento paulista saiu no início do 2º tempo, em um gol contra do zagueiro Durval.

Até hoje, porém, os athleticanos não se conformam com o fato do jogo de ida não ter sido realizado na Arena da Baixada, como ficou claro em entrevista do "eterno" presidente do clube, Mário Celso Petraglia, ao "Bola da Vez", da ESPN Brasil. A conversa com o dirigente pode ser vista aqui.

GOLS: Athletico-PR: Aloísio São Paulo: Durval (contra)

ATHLETICO-PR: Diego; Jancarlos (André Rocha), Danilo, Durval e Marcão; Cocito, Fernandinho (Evandro), Alan Bahia e Fabrício; Lima e Aloísio Técnico: Antônio Lopes

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Alex Bruno; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso e Luizão Técnico: Paulo Autuori

Jogo de volta: São Paulo 4 x 0 Athletico-PR

No Morumbi lotado, o São Paulo abriu o placar aos 16 do 1º tempo, dando a impressão de que venceria o jogo com facilidade. No entanto, praticamente no último lance da etapa inicial, o Athletico teve a chance de empatar de pênalti. O técnico Antônio Lopes até fez reza fervorosa na beira do campo, mas o camisa 10 Fabrício bateu para fora e desperdiçou a oportunidade.

O lance abalou completamente o Furacão e deu o Tricolor o impulso que faltava. E, dessa forma, no 2º tempo, o time da casa sobrou em campo e construiu uma goleada inapelável, faturando sua 3ª Libertadores com justiça. Fabão, Luizão e o jovem Diego Tardelli, então uma revelação das categorias de base, construíram o 4 a 0.

Na sequência, o São Paulo conseguiu segurar a maioria de seus destaques e foi campeão do Mundial de Clubes em cima do Liverpool, no Japão. Já o Athletico viu seu bom elenco ser desmantelado pouco a pouco, com destaques deixando a equipe para clubes do futebol nacional e internacional - Aloísio, inclusive, foi jogar no próprio time do Morumbi.

GOLS: São Paulo: Amoroso, Fabão, Luizão e Diego Tardelli

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Alex Bruno; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior (Fábio Santos); Amoroso (Diego Tardelli) e Luizão (Souza) Técnico: Paulo Autuori

ATHLETICO-PR: Diego; Jancarlos, Danilo, Durval e Marcão (Fernandinho); Cocito, André Rocha (Alan Bahia), Evandro e Fabrício; Lima (Rodrigo Beckham) e Aloísio Técnico: Antônio Lopes

2006

Jogo de ida: São Paulo 1 x 2 Internacional

O São Paulo chegou à final como favorito, já que era o atual campeão da competição e possuía a mesma espinha dorsal do título de 2005, com o ataque sendo o único setor que sofrer grandes alterações. No entanto, um lance logo aos 10 minutos de jogo mudaria a história daquela decisão continental: Josué acertou cotovelada em Rafael Sóbis e foi expulso pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda.

Com um a menos, o Tricolor ficou exaurido para tentar marcar o infernal ataque colorado, que tinha Jorge Wagner "voando" pela esquerda, Alex e Tinga com grande dinamismo no meio e Rafael Sóbis e Fernandão infernizando o tempo todo na área. Aos 38, Fabinho também foi expulso do Inter, mas o "estrago" na estamina são-paulina já estava feito.

No 2º tempo, Rafael Sóbis marcou duas vezes e deu ao Inter uma boa vantagem. Edcarlos ainda descontou para os mantantes, mas a equipe gaúcha conseguiu segurar o triunfo em pleno Morumbi. Após a partida, os atletas são-paulinos reclamaram muito da expulsão de Josué, alegando que o árbitro havia sido muito rígido e que o lance alterou totalmente o equilíbrio da final.

GOLS: São Paulo: Edcarlos Internacional: Rafael Sóbis (2)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Souza, Mineiro, Josué, Danilo (Lenílson) e Júnior; Leandro (Aloísio) e Ricardo Oliveira Técnico: Muricy Ramalho

INTERNACIONAL: Clemer; Ceará (Wellington Monteiro), Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Fabinho, Edinho, Tinga e Alex (Índio); Rafael Sóbis (Michel) e Fernandão Técnico: Abel Braga

Jogo de volta: Internacional 2 x 2 São Paulo

Para o 2º jogo, em Porto Alegre, o São Paulo teve uma notícia ruim logo de cara: o Betis, da Espanha, requisitou o retorno do atacante Ricardo Oliveira, que estava emprestado, e o centroavante, que havia sido titular no duelo de ida, foi impedido de atuar no Beira-Rio. Com isso, Muricy Ramalho optou por formar o ataque tricolor com Leandro e Aloísio "Chulapa".

O Inter abriu o placar aos 29 do 1º tempo, em um lance muito contestado pelos são-paulinos: após cruzamento de Jorge Wagner, Rogério Ceni deixou a bola escapar, mas tentou retomar o controle. Ao mesmo tempo, Fabiano Eller "cutucou" a redonda com o bico do pé, e Fernandão mandou para as redes. Os paulistas alegaram que Ceni tinha domínio e pediram falta, mas a arbitragem nada marcou.

A 2ª etapa foi uma loucura total: Fabão empatou para os visitantes, Tinga recolocou o Internacional na frente e Lenílson empatou em 2 a 2 faltando cinco minutos para acabar. O São Paulo pressionou muito em busca do gol da vitória (que levaria para a prorrogação), mas o Colorado segurou o empate na base da raça e das defesas de Clemer, conquistando a Libertadores pela 1ª vez em sua história.

GOLS: Internacional: Fernandão e Tinga São Paulo: Fabão e Lenílson

INTERNACIONAL: Clemer; Bolívar, Fabiano Eller e Índio; Ceará, Edinho, Tinga, Alex (Michel) e Jorge Wagner; Rafael Sóbis (Ediglê) e Fernandão Técnico: Abel Braga

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos (Alex Dias); Souza, Mineiro, Richarlyson (Lenílson), Danilo (Thiago Ribeiro) e Júnior; Leandro e Aloísio Técnico: Antônio Lopes