<
>

Defesa, ataque e 'fator Brenner': o que Diniz mudou no São Paulo a cada vexame na temporada

play
Cicinho põe queda do São Paulo na conta de Diniz: 'É só aquela saída de jogo que ninguém aguenta mais' (1:39)

Cicinho é o convidado desta sexta-feira no Resenha Digital, que será exibido às 20h (de Brasília) no Facebook da ESPN Brasil e no YouTube do Fox Sports (1:39)

Goleado por 5 a 1 pelo Internacional dentro do Morumbi e agora fora da liderança do Campeonato Brasileiro após quase dois meses, o São Paulo terá pela frente a missão que já enfrentou outra vezes na atual temporada: renascer.

Sob o comando de Fernando Diniz, a equipe enfrentou turbulências de intensidades diferentes após quatro quedas: Campeonato Paulista, Conmebol Libertadores, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil.

Pressionado pela diretoria para recuperar o futebol sólido que resultou na arrancada do Tricolor na reta final de 2020, o treinador pode mudar a formação da equipe diante do Coritiba, no confronto do próximo domingo (24), no Couto Pereira, quando o time paulista tem uma missão clara: encerrar a sequência de cinco jogos sem vencer.

Queda no Estadual e adeus de Pato

O adeus ao sonho do título estadual foi um dos que rendeu mais reflexos na formação do São Paulo sob o comando de Diniz. Eliminado pelo Mirassol dentro do Morumbi, o Tricolor aumentou se manteve na fila pela taça do Paulistão, que não volta ao Cícero Pompeu de Toledo desde a conquista em 2005.

Após a eliminação nas quartas de final, quem 'pagou o pato' na equipe foi Alexandre Pato, barrado pelo treinador. Reserva nos confrontos seguintes, contra Fortaleza e Vasco, o atacante rescindiu contrato com o São Paulo, e encerrou de maneira melancólica sua segunda passagem pelo clube.

Além da saída do camisa 7 da equipe, o treinador mudou nada menos do que quatro peças do time titular. Bruno Alves e Arboleda deram lugar a Diego Costa e Léo como dupla de zaga. No meio, Gabriel Sara assumiu a vaga de Igor Gomes. No ataque, foi a vez do então recém contratado Luciano assumir o posto de referência, com Liziero perdendo posição em uma mudança do técnico também na formação.

Na primeira partida após as mudanças, vitória por 1 a 0 diante do Sport, na Ilha do Retiro, com gol de Reinaldo.

play
1:39

Cicinho põe queda do São Paulo na conta de Diniz: 'É só aquela saída de jogo que ninguém aguenta mais'

Cicinho é o convidado desta sexta-feira no Resenha Digital, que será exibido às 20h (de Brasília) no Facebook da ESPN Brasil e no YouTube do Fox Sports

Queda em Buenos Aires e o 'fator Brenner'

Sem poder contar com Luciano na Conmebol Libertadores, o São Paulo foi novamente alvo de muita pressão ao cair ainda na fase de grupos da competição, algo que não acontecia há 33 anos. A derrota por 2 a 1 para o River Plate, que sacramentou o fim das chances do Tricolor em chegar ao mata-mata, colocou novamente Diniz na corda bamba.

Outra vez, o treinador recorreu a mudanças na formação para tentar reencontrar um caminho de vitórias. 'Barrado' após o Estadual, Bruno Alves retornou ao time titular ao lado de Diego Costa, com Léo indo para o banco de reservas. No meio de campo, o volante Luan ganhou a chance como pilar defensivo do time.

A mudança que fez mais efeito na equipe, no entanto, aconteceu no ataque. Longe do futebol apresentado nos tempos de Athletico-PR, Pablo deu lugar ao jovem Brenner. A joia de Cotia se consolidou no setor ofensivo do time, e se trandormou em um 'companheiro ideal' para Luciano.

Desde que virou titular do time, na vitória por 3 a 0 diante do Atlético-GO, o jogador já marcou 18 gols pelo São Paulo, em todas as competições.

Embalado, e com 'menos traumas'

Mais sólido com as mudanças na equipe, Diniz conseguiu enfim encontrar um período de paz à frente da equipe. Após a derrota para o River Plate em Buenos Aires, que definiu a queda na Libertadores, o Tricolor só foi vencido apenas uma vez em dois meses, um período que disputou 20 partidas.

Essa derrota, no entanto, foi fundamental para terceira eliminação do São Paulo em 2020. Após perder por 3 a 2 para o Lanús na Argentina, pela Copa Sul-Americana, o time conseguiu triunfar por 4 a 3 dentro do Morumbi. Pelo critério de gols fora de casa, Diniz enfrentou a frustração de outra queda em competições internacionais.

Os reflexos deste resultado, no entanto, foram mais brandos no clube, principalmente em comparação às eliminações no Paulistão e na Libertadores, e resultaram e poucas mudanças na formação do São Paulo (que variou quase sempre em função de leões ou suspensões).

play
0:38

Torcida do São Paulo protesta em frente ao CT do clube e cobra respeito pela camisa

A equipe de Fernando Diniz perdeu por 5 a 1 para o Inter na última quarta-feira, em pleno Morumbi, e ainda viu o Colorado chegar ao topo do Campeonato Brasileiro

O cenário foi parecido após a queda para o Grêmio nas semifinais da Copa do Brasil, que foi lamentada, mas colocada em segundo plano. O que essas duas eliminações tiveram em comum para terem reflexos menos traumáticos? A campanha da equipe no Campeonato Brasileiro.

Após a ficar de fora na Libertadores, o São Paulo embalou no Brasileirão, e subiu de vez na classificação até assumir a liderança, no início de dezembro. A condição agora, por outro lado, é outra.

Sem vencer em 2021, o time de Fernando Diniz acumula três derrotas e um empate nos últimos jogos do Brasileirão. O mais duro deles, sem dúvidas, o 5 a 1 diante do Internacional na última quarta-feira, quando o Colorado tomou a liderança do BR20 dentro do Estádio do Morumbi.

Com críticas internas e externas ao desempenho da equipe, a expectativa agora é de que o treinador volte a promover mudanças no time para a próxima rodada, quando o São Paulo enfrentará o Coritiba.