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Flamengo: Ceni explica Arão na zaga, diz que não escala time por 'opiniões' e esfria Pedro-Gabigol

Após a importante vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, nesta quinta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico do Flamengo, Rogério Ceni, explicou por que escalou o volante Willian Arão na defesa, e não no meio-campo.

De acordo com o treinador, ele esperava que o Verdão jogasse com Rony ou Breno Lopes como titulares, e, por isso, pensou em montar a dupla com Rodrigo Caio para equilibrar as ações.

"Nós treinamos na semana passada, fizemos alguns treinos com o Arão nessa posição, e ele já vem executando a função em alguns jogos, às vezes por meio tempo, por 15 minutos, quando a gente precisa da vitória. Hoje, achei que ele encaixava melhor, porque esperava que Rony ou Breno Lopes começassem jogando. São jogadoers de velocidade, e achei que Arão com Rodrigo Caio ficaria uma boa dupla", afirmou.

"Onde quer que o Arão jogue, ele é um jogador muito importante para a gente. Tem 280 jogos pelo Flamengo, e é um cara que sempre tem boa vontade de ajudar. Ele me falou: 'Professor, onde você quiser, estou pronto para colaborar'. Para transformar um volante em zagueiro, também tenho que contar com a boa vontade, e ele sempre mostrou isso", seguiu.

"O Arão pode ser usado na zaga em outros jogso também. Mas é um cara que colabora muito dentro e fora de campo, e tem uma história boa dentro do Flamengo", salientou.

Questionado se achava que o triunfo do Fla, que foi o 1º do time sobre uma equipe do G-6 do Brasileiro na temporada, faria a torcida dar uma "trégua", o treinador disse que nunca entrou em "guerra" com ninguém.

Ceni ainda ressaltou que não vê redes sociais e não escala sua equipe de acordo com "opiniões externas".

"Trégua normalmente você tem quando está em guerra, e aqui a gente não está. Ao menos eu penso que estamos todos do mesmo lado. Eu, quando vim para o Flamengo, vim para fazer o melhor para o Flamengo, e tenho certeza que os atletas pensam da mesma maneira", disse.

"Claro que, quando o resultado não vem, tem a cobrança. Mas não sou ligado em redes sociais, essas coisas. Minhas escolhas são baseadas no trabalho do dia-a-dia. Não baseio minhas escolhas por opiniões externas. Entendo que há um mundo paralelo virtual, principalmente porque não existe nesse momento a presença do torcedor no estádio, mas eu vivo o mundo do CT. Vou da minha casa do CT, do CT para minha casa. É isso que eu faço no Rio de Janeiro", contou.

"Os resultados são importantes, porque evidenciam que o trabalho está sendo feito. O que a gente tem feito é dar o melhor pelo clube e, consequentemente, para o torcedor, queremos o melhor para o flamenguista. Não houve trégua porque não houve guerra. Estamos trabalhando pelo melhor do clube", argumentou.

Já pensando no jogo contra o Athletico-PR, neste domingo, pela 32ª rodada do Brasileiro, Ceni não poderá contar com Bruno Henrique, suspenso.

O técnico, porém, esfriou a expectativa de quem deseja ver uma dupla formada por Gabigol e Pedro.

"Gabigol e Pedro (juntos) eu, até agora, não consigo ver essa possibilidade logo no começo (do jogo). Mas tenho dois, três dias para pensar e ver se é possível... Senão, vamos pensar em outro jogador nessa função que o Bruno faz, do cara de lado, de velocidade", ilustrou.

"Nem o Gabriel e nem o Pedro têm essa característica de lado de campo. O Gabigol é mais de flutuação, o Pedro mais fixo na área, mas a velocidade também é importante. Temos que pensar com calma. Não comecei a pensar no Athletico ainda, temos o material todo pronto para os jogadores, mas a partir de amanhã a gente começa a pensar firme no Athletico", finalizou.