A demissão de Thomas Tuchel do PSG, na véspera do Natal, pegou muitas pessoas de surpresa. No vestiário, contudo, a troca de treinador já era esperada por vários jogadores, ainda que ele tivesse o apoio e boa relação com o elenco, segundo apurou a ESPN.
A queda aconteceu mesmo depois de uma goleada de 4 a 0 sobre o Strasbourg na última quarta-feira pelo Campeonato Francês, no qual o PSG ocupa apenas a terceira colocação, com um ponto a menos que Lyon e Lille (36 dos líderes contra 35).
Tuchel caiu depois de reuniões com o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, e também com o diretor esportivo Leonardo. A decisão foi tomada ainda na última semana, e a relação conflituosa e de tensão com o brasileiro foi um dos motivos.
Leonardo e Tuchel chegaram, por exemplo, a bater boca através de entrevistas na imprensa nos últimos meses. O técnico cobrou reforços, e o dirigente foi duro: “Se quiser ficar, precisa respeitar nossa política”, disse Leonardo, no último mês de outubro.
Outro fator determinante para a demissão foi a avaliação interna de que o PSG sofria sem um estilo de jogo, mesmo depois de ser finalista da Uefa Champions League da última temporada – foi vice-campeão, derrotado pelo Bayern de Munique na decisão.
Nos bastidores, o PSG também já se preparava para a troca de treinador com conversas com Mauricio Pochettino. As negociações com os representantes do argentino aconteciam há duas semanas, e o acerto já é visto como iminente.
Pochettino está sem trabalhar desde novembro de 2019, quando deixou o Tottenham. Como jogador, ele defendeu o PSG por dois anos, tendo sido campeão da Copa Intertoto da Uefa, em 2001.
O PSG volta a campo no dia 6 de janeiro, pela Ligue 1, contra o Saint-Étienne. Em fevereiro, o clube começa a decidir seu futuro na Champions, nas oitavas de final, contra o Barcelona.
