Com aparente tristeza, Carles Puyol lamentou que Javier Mascherano tenha decidido pendurar as chuteiras. Escreveu uma carta homenageando o ex-parceiro de Barcelona, relembrando que ao lado dele conheceu a “libertação”, e prevendo o surgimento de um grande técnico.
“Pessoalmente, lembro-me de sua chegada tendo um efeito desestressante para mim. Naquela época [no Barcelona] tínhamos problemas no meio de campo e o alto desempenho dele em setor que não era dele em princípio foi uma libertação para mim”, escreveu Puyol ao jornal “La Vanguardia”.
O ex-zagueiro do Barça admitiu que em campo ele e Mascherano era muito semelhantes em campo, tendo o argentino substituído o catalão quando este se lesionou. Foi o momento em que o mundo conheceu ainda melhor as qualidades do então camisa 5.
“Era natural que nós fossemos cotados para fazer dupla com Piqué. E sempre considerei que a Argentina deixou de aproveitar um ótimo central, tanto no estilo como na qualidade”, escreveu.
Durante os anos de Barcelona, Mascherano ganhou títulos como nunca. Foram quatro edições de LaLiga e mais quatro da Copa do Rei. Venceu ainda três vezes a Supercopa da Espanha. Em âmbito internacional, foram dois Mundiais de Clubes e duas Champions League, além de duas Supercopas da Europa. Sempre tendo Puyol (para não falar do compatriota Messi) como parceiro.
Puyol disse lamentar apenas que os dois amigos não tenham podido sagrarem-se campeões da Copa do Mundo de 2014, quando a Argentina foi derrotado na final para a Alemanha.
“Quem sabe. Talvez Javier se vingue um dia como treinador. Porque não hesite. Tem um técnico aí. Um líder, um vencedor, um cara com caráter, um grande comunicador”, escreveu.
