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Veja quais negócios fizeram Benfica e outros clubes virarem alvo de investigação em Portugal

Nesta terça-feira, o Ministério Público, a Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária de Portugal iniciaram uma operação conjunta para investigar suspeitas de corrupção, fraude fiscal, lavagem de dinheiro e aliciamento de jogadores envolvendo vários clubes do país. O maior é o Benfica, mas Vitória de Setúbal, Desportivo Aves, Marítimo, Paços de Ferreira e Santa Clara também estão sob observação.

Segundo o jornal A Bola, há três transferências principais que são investigadas, todas envolvendo jogadores líbios: Hamdou Elhouni, Mohamed Al-Gadi e Muaid Ellafi.

Todos saíram do Al Ahly Trípoli, da Líbia, e passaram primeiramente pelo Santa Clara, sendo depois repassados a outros clubes portugueses, como o Benfica.

Atualmente, nenhum deles atua mais em Portugal, mas a Justiça e a Polícia creem que houve irregularidades financeiras nas negociações envolvendo esses atletas.

Vale lembrar que, em Portugal, a maior parte dos clubes são empresas, e, portanto, devem reportar qualquer movimentação de dinheiro às autoridades competentes.

"O Santa Clara advoga que a operação rendeu 100 mil euros aos cofres do clube, ao passo que o Benfica terá despendido à volta de 500 mil euros. Há, também, suspeitas de que o negócio possa ter servido como contrapartida quer para o Santa Clara, quer, depois, para o Desportivo das Aves, uma espécie de financiamento encapotado patrocinado pelo Benfica a estes clubes", explica o A Bola.

"Nos Açores, teme-se que as buscas ontem efetuadas por causa dos três jogadores líbios sejam apenas a ponta do iceberg de uma investigação que também abarca suspeitas de que o Santa Clara esteja a ser utilizado para lavagem de dinheiro por parte de investidores da SAD", completou.

Outras transferências do Santa Clara que estão sob investigação são a venda do brasileiro Kaio Panteleão ao Krasnodar, da Rússia, e do nigeriano Zaidu Sanusi ao Porto, também de Portugal.

Quanto às suspeitas envolvendo o Benfica, são principalmente duas negociações que estão sob a lupa da Justiça.

A primeira é a do atacante Pedro Nuno (foto), comprado em 2016/17 pelos Encarnados, mas que nunca jogou pelo time principal no Estádio da Luz. Ele foi imediatamente emprestado ao Tondela, e, em 2018/19, transferiu-se para o Moreirense, sua agremiação atual.

A segunda é do meia Chiquinho. Ele foi contratado pelas Águas em 2018/19, mas, logo na sequência, foi vendido ao Moreirense. Em 2019/20, porém, o Benfica o comprou novamente, por 4,5 milhões de euros.