Na metade da fase de grupos, o Paris Saint-Germain já se vê diante de um confronto com grande peso na Champions League, diante do RB Leipzig na Alemanha. E terá de encará-lo sem Neymar, situação em que seu aproveitamento e gols são inferiores, como os números deixam evidente.
Considerando apenas as partidas de Campeonato Francês e Champions League da temporada 2017-18 (quando o brasileiro foi contratado pelo clube) em diante, o PSG fez 78 jogos com o atacante, somando 61 vitórias, sete empates e dez derrotas, o que dá um aproveitamento de 81,2%.
O rendimento caiu para 74,1% nos 63 duelos em que o astro não esteve em campo pela Ligue 1 e Champions (44 triunfos, oito igualdades e 11 reveses).
Com Neymar, o PSG ainda marcou uma média de 0,67 gols a mais por jogo. O que chama atenção é que o número de finalizações e chances claras sem a presença do camisa 10 caem somente 0,9 e 0,3 por jogo, respectivamente. Ou seja, a criação é similar, mas o impacto em gols é significativo.
Outro dado que destaca a importância do brasileiro é o fato dele ser o jogador que, desde que chegou ao clube, tem a melhor média de chances criadas por partida (somente em duelos do Francês e da Champions) entre todos que disputaram ao menos dez partidas no período. São 3,01 para Neymar, contra 2,58 de Ángel Di María, que é quem mais se aproxima.
No quesito gols, ele aparece em terceiro, com 0,84 por jogo, atrás só de Edinson Cavani (0,89) e Kylian Mbappé (0,88). O brasileiro figura no topo quando o assunto é assistências, com 0,5 - Moussa Diaby, hoje no Bayer Leverkusen, aparece em segundo, com 0,47.
Neymar recupera-se de uma lesão no adutor da perna esquerda e, assim, só poderá torcer por seus companheiros no confronto com o RB Leipzig, fora de casa, às 17h (de Brasília) desta quarta-feira, pelo grupo H, que é liderado pelo Manchester United, com seis pontos. Alemães e franceses têm três unidades cada, enquanto o Istanbul Basaksehir aparece zerado na lanterna da chave.
