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Presidente do PSG é absolvido em julgamento por corrupção na Fifa e desabafa

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Jogadores do PSG levam celular de Verratti para a piscina, e Kurzawa grava toda zoeira (0:59)

Via @kurzawa | Marco Verratti parece não ter ficado muito satisfeito com a brincadeira dos companheiros (0:59)

O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, foi absolvido após ter sido investigado por corrupção em negociações de direitos de transmissão do canal beIN Sports, que ele também comanda. Ele havia prestado depoimento no Tribunal Penal Federal, em Bellinzona (Suíça), em setembro. Após a notícia desta sexta-feira, o dirigente desabafou.

"Após uma campanha implacável de quatro anos contra mim, que ignorou os fatos básicos e a lei a cada passo - eu finalmente limpei meu nome completamente. O veredicto de hoje é uma vingança total. Isso restaura minha fé na lei e no devido processo, depois de quatro anos de alegações infundadas -, todos as quais foram provados serem sem fundamento. Eu posso agora dedicar toda minha energia aos meus vários papéis, que são todos focados em construir um futuro positivo para o mundo do esporte - em um tempo que a indústria mais precisa de liderança forte", disse.

O jornal Le Parisien revelou em setembro detalhes do depoimento do catari, que é o homem de confiança dos governantes do Catar e é presidente e/ou CEO de várias organizações diferentes.

Além do PSG e da beIN Sports, como já citado, ele ainda é presidente da Federação de Tênis do Catar, e possui cargos altos no Qatar Sports Investments (fundo soberano comandado pelo emir do Catar que é dono do PSG), da Qatar Investment Authority (outro fundo de investimentos do Governo catari), da produtora cinematográfica Miramax e ainda no Ministério de Estado do Catar.

No depoimento, Nasser confirmou que se encontrou três vezes com o francês Jérôme Valcke, ex-vice-presidente da Fifa e o outro investigado no caso, entre setembro e outubro de 2013.

A promotoria acusa Al-Khelaifi e Valcke de terem firmado um "pacto de corrupção" para que a beIN Sports conseguisse os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030 no norte da África e do Oriente Médio, em contrato que foi assinado em abril de 2014 com a Fifa.

Nasser e Valcke, por sua vez, disseram que os encontros foram para discutir "assuntos pessoais", já que ambos são "velhos amigos".