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Jornal se compadece de situação de Griezmann no Barcelona: 'O príncipe que foi rebaixado a soldado'

O jornal espanhol El País analisou nesta quinta-feira a fase atravessada pelo atacante Antoine Griezmann e se compadeceu pela situação que o jogador vive hoje no Barcelona e na seleção da França.

O diário lembrou o protagonismo que o atleta tinha no Atlético de Madrid, quando era conhecido como "Príncipe", e salientou a mudança drástica de função que o "Diabo Loiro" teve nos últimos anos.

"Griezmann é o Príncipe que foi rebaixado a soldado. O atacante deixou de ser a grande figura e hoje é apenas um jogador que trabalha para Messi e Mbappé brilharem no Barcelona e na França", sintetizou.

O veículo recordou que, quando o atacante chegou ao Camp Nou, no verão de 2019, ele havia sido campeão da Copa do Mundo 2018 e melhor jogador da Eurocopa 2016 com a França, além de ter cansado de fazer gols em suas passagens por Real Sociedad e Atlético de Madrid.

Além disso, Griezmann era uma estrela midiática, e chegou a ser tema de um mini-documentário ("A decisão") feito em 2018 exclusivamente para anunciar sua renovação de contrato com o Atleti, tendo repercussão mundial.

Contratado por um total de 135 milhões de euros (R$ 896 milhões, na cotação atual) pelo Barça em 2019, Griezmann fez parte do grupo de atletas contratados com o dinheiro da venda de Neymar para o PSG, ao lado de Philippe Coutinho e Ousmane Dembélé.

E, assim como eles, o "Diabo Loiro" nunca foi unanimidade entre os blaugranas.

"Griezmann sempre teve que carregar a 'plaquinha' de que era um capricho do presidente Josep Maria Bartomeu, cujo advogado era também, curiosamente, assessor de Griezmann", ironizou o El País.

"Não é de se estranhar que Griezmann nunca encontrou seu lugar no Barça. O francês deixou de ser um aspirante ao trono no reinado de Leo Messi, e passou a ser chamado de vários apelidos jocosos por alguns de seus críticos no vestiário do Camp Nou", seguiu.

"Ele fez 15 gols em 48 jogos e foi reserva no martírio de Lisboa (8 a 2 para o Bayern de Munique). Havia, inclusive, sérias dúvidas no último verão sobre sua continuidade no Camp Nou", lembrou.

O jornal finaliza dizendo que o técnico Ronald Koeman vem tentando devolver algum protagonismo a Griezmann, mas, no momento, o "Diabo Loiro" segue sendo coadjuvante de Messi.

"Aos olhos de quem se lembra do Príncipe, Griezmann se converteu em um soldado, às vezes inclusive em um jogador invisível, especialmente para Messi. O olhar dos treinadores, por outro lado, vê no francês um jogador que se sacrifica pelo coletiva, um sinal de submissão aos candidatos à Bola de Ouro, ou pode ser que de espera para cantar vitória como o líder que ele se sente desde que triunfou no Atlético", finalizou.