<
>

Premier League 2020-21: veja guia completo com detalhes dos times, vídeos, probabilidades e os brasileiros

A bola vai rolar novamente para a Premier League! E que Premier League se espera.

Se do lado de fora das quatro linhas, os estádios viverão um clima de ausência de festa e calor do público, dentro delas se espera uma competição ainda mais empolgante do que o habitual.

Primeiramente, pelo nível que o atual campeão Liverpool e o Manchester City - vencedor em 2018 e 2019 - emplacaram nos últimos três anos, totalizando no período 271 e 279 pontos cada, respectivamente. Ou seja, uma média superior a 90 pontos para cada. O terceiro colocado no quesito é o Manchester United com 213 unidades.

Apesar da disputa particular que os times de Jurgen Klopp e Pep Guardiola têm protagonizado, a edição 2020-21 chega com outros gigantes em grande momento. O Arsenal vai encontrando um caminho com Mikel Arteta, o Manchester United se reergueu com Ole Gunnar Solskjaer e sustenta uma longa invencibilidade na liga, enquanto o Chelsea investiu pesado em grandes nomes.

Mas há (muita) vida além do Big 6. Até porque o Leicester City, mesmo tendo uma queda enorme ao longo do campeonato passado, chegou a lutar até pela segunda posição em boa parte e conseguiu uma vaga na Liga Europa. Já o Wolverhampton repetiu a sétima colocação da temporada anterior e o futebol interessante sob o comando de Nuno Espírito Santo.

Por falar em futebol interessante... há o retorno do Leeds United, após 16 anos de ausência na Premier League. Campeão da Championship sob o comando de Marcelo Bielsa, o time tem um jogo atrativo e se mexeu no mercado para fazer bonito e seguir na elite.

Confira abaixo todos os detalhes da Premier League 2020-21!

Tem favorito?


Maiores contratações da temporada


Maiores valores de mercado


Quem são os 24 brasileiros

* Clique na imagem


Conheça os 'managers' da Premier League

* Clique na imagem

Primeira rodada

Sábado (12/9)

  • 8h30 - Fulham x Arsenal - ESPN Brasil e ESPN App

  • 11h - Crystal Palace x Southampton

  • 13h30 - Liverpool x Leeds United - ESPN Brasil e ESPN App

  • 16h - West Ham x Newcastle United - ESPN Brasil e ESPN App

Domingo (13/9)

  • 10h - West Bromwich x Leicester City - ESPN Brasil e ESPN App

  • 12h30 - Tottenham x Everton - ESPN Brasil e ESPN App

Segunda-feira (14/9)

  • 14h - Sheffield United x Wolverhampton - ESPN e ESPN App

  • 16h15 - Brighton x Chelsea - Fox Sports

Horários de Brasília

Jogos adiados: Burnley x Manchester United e Manchester City x Aston Villa


Relembre!


Arsenal

O impacto do trabalho de Mikel Arteta deu mostras significativas na reta final da Premier League, apesar de os Gunners terem terminado em oitavo, sua pior posição desde 1994-95. Um exemplo foi o título da Copa da Inglaterra com triunfos sobre o Manchester City na semifinal e o Chelsea na decisão. A melhora do desempenho do time londrino parece ser só o começo de um caminho promissor sob o comando do espanhol, que faz apenas seu primeiro trabalho como técnico principal.

As chegadas de William Saliba e Gabriel Magalhães, assim como a manutenção de Pablo Marí, em uma zaga que representava o grande ponto de desconfiança dá ainda mais esperança ao torcedor. Isso sem falar no ótimo negócio ao trazer Willian, de graça, após uma excelente temporada do brasileiro, com seus melhores números de gols e assistências na Premier League.

A concorrência entre os grandes times parece ser ainda mais desafiadora neste ano, mas o Arsenal deu mostras dentro de campo e do mercado - mesmo com limitações - de que parece seguir ascendendo.

Aston Villa

O retorno à elite após três anos na segunda divisão não foi como o esperado. O segundo clube que mais gastou no mundo na última temporada entre chegadas e saída de atletas – foram 155,1 milhões de euros de débitos – conseguiu a permanência na elite a muito custo e só na última rodada. Muito pouco para um clube que investiu alto na volta à Premier League. Passado o susto, o time de Birmingham busca uma campanha mais animadora para seu torcedor e mais condizente à qualidade de seu elenco e dos seus gastos.

A equipe foi praticamente toda mantida (ao menos por enquanto), com destaque para a sequência do desejado Jack Grealish. Além disso, chegou Ollie Watkins, o artilheiro da Championship passada vestindo a camisa do Brentford. Um homem gol fez falta no time na última temporada, após ter perdido Tammy Abraham, que contribuiu demais no acesso em 2018-19. Também foi contratado Matty Cash, lateral-direito com destaque pelo Nottingham Forest.

Brighton

Desde que subiu, o Brighton fez campanhas discretas, com um 15º, um 17º e, por fim, um novo 15º lugar, sendo que conseguiu se livrar de qualquer chance de rebaixamento na penúltima rodada. Porém, a equipe treinada por Graham Potter apresentou um jogo interessante a ser visto ao longo da última campanha. Afinal, foi o sétimo que mais chances criou na competição, a sétima melhor posse de bola e o oitavo com o melhor aproveitamento de passe.

Além disso, o clube se reforçou com dois nomes interessantes: o zagueiro/lateral Joel Veltman, ex-Ajax e jogador da seleção holandesa, e Adam Lallana, campeão europeu e inglês pelo Liverpool. Outro destaque vai para o retorno de empréstimo do zagueiro Ben White, que foi peça de grande importância no acesso do Leeds United.

Burnley

O time que não gosta da bola, mas que gosta da Premier League. Na elite desde 2016, o Burnley conseguiu um bom décimo lugar na temporada passada, com a marca de 54 pontos, mesmo número de quando terminou na sétima posição em 2017-18 - porém, as outras duas campanhas na primeira divisão foram bem discretas, com 40 pontos em ambas, ficando em 15º uma vez e em 16º em outra.

Os comandados de Sean Dyche conseguiram um resultado expressivo e sem jogar um futebol de posse de bola, uma vez que foram o segundo pior na estatística no Inglês passado, com 41,5%, foram o único time que tocou menos na bola do que 20 mil vezes na competição e ainda tiveram o pior aproveitamento de passes, com 70%. Por outro lado, foram o segundo com melhor aproveitamento de desarmes (38,6%).

A equipe física do Burnley contará com praticamente o mesmo elenco, sem quase caras novas e saídas de atletas que atuavam regularmente. A principal baixa é do meio-campista titular Jeff Hendrick, que acertou com o Newcastle United.

Chelsea

Sem contratar e ainda perdendo Eden Hazard, Frank Lampard conseguiu uma boa temporada (apesar de oscilante), com final de Copa da Inglaterra e quarta colocação da Premier League, além de dar espaço a diferentes jovens que corresponderam, como Mason Mount, Billy Gilmour e Reece James. O trabalho por aí já seria promissor, até por ser a primeira temporada de um técnico novo no clube (ainda que ídolo como jogador) e também na carreira.

Porém, a expectativa cresceu com os Blues sendo protagonistas em uma janela de transferências, que é, de forma geral, discreta por conta do impacto da pandemia nas finanças do futebol. O Chelsea, no entanto, vive uma situação paralela, tendo investido mais de 200 milhões de euros em Kai Havertz, Timo Werner, Ben Chilwell e Hakim Ziyech, além das chegadas sem custos de Thiago Silva e Malang Sarr.

A dúvida que fica é se a mudança da formação titular, que pode ser até de meio time, vai precisar de grande período de adaptação. O elenco no papel e os resultados de 2019-20 deixam os torcedores ansiosos para o que está por vir.

Crystal Palace

Sempre entre décimo e 15º e entre 41 e 49 pontos: esta foi a tônica do Crystal Palace em suas sete temporadas na Premier League desde o seu último acesso. Não foi diferente em 2019-20, com o 14º lugar e seus 43 pontos somados. No entanto, o time treinado por Roy Hodgson - que, com 73 anos, é o técnico mais velho da história da Premier League - sentiu um gosto amargo por ter encerrado a competição com sete derrotas seguidas e um empate na rodada final.

Seu ataque foi o ponto franco com 31 gols marcados, à frente apenas do lanterna Norwich City (26). Para o setor ofensivo, o clube se reforçou com Michy Batshuayi, emprestado pelo Chelsea e que irá fazer sua segunda passagem em Selhurst Park. Os londrinos ainda pagaram 17,8 milhões de euros por Eberechi Eze, que, com a camisa do QPR, foi o segundo principal driblador (136) e autor de 14 gols e oito assistências na última Championship. Além deles, a chegada do lateral-direito Nathan Ferguson, do West Brom, foi a outra mudança no elenco.

Everton

Os Toffees vêm de um 12º lugar, sua pior colocação desde a 17ª em 2003-04. Carlo Ancelotti chegou e viu seu time ter uma campanha mediana sob o seu comando na Premier League com oito vitórias, seis empates e seis derrotas.

De qualquer forma, a qualidade do elenco, assim como a do treinador, que terá a chance de fazer uma temporada completa, é para deixar o torcedor animado. Não é de se esperar outra campanha acidentada do Everton. Ainda mais com o fortalecimento do seu meio de campo com James Rodríguez, Allan e Abdoulaye Doucouré. Ainda que o primeiro seja um enorme talento que tem gerado dúvida por seu período recente de discrição, o segundo dá qualidade no passe e o terceiro oferece força e vigor físico.

Uma melhor no meio pode ajudar nomes como o de Richarlison brilhar ainda mais. O brasileiro fez 13 gols na última Premier League e ainda se destaca como um dos atacantes de melhores números defensivos, mostrando a sua importância também no coletivo.

Fulham

Vencedor dos playoffs, o Fulham conseguiu o retorno à Premier League no ano seguinte após a queda. Na volta à elite, o clube londrino conta praticamente com o mesmo elenco, sendo que só dois dos 18 nomes que mais atuaram em 2019-20 saíram - enquanto o zagueiro Alfie Mawson tinha perdido espaço entre os titulares, o meio-campista Harry Arter (que retorna de empréstimo ao Bournemouth) atuava com regularidade. Por outro lado, chegaram o goleiro Alphonse Areola, emprestado pelo PSG, e o lateral-direito Kenny Tete, ex-Lyon.

O time tem como grande arma Aleksandar Mitrovic, que foi o artilheiro da Championship passada com 26 gols. Já no banco de reservas, conta com o ex-meio-campista Scott Parker, que é técnico de ume time principal desde fevereiro de 2019, quando pegou um Fulham perto da queda na Premier League. Aos 39 anos, ele será o segundo treinador mais novo desta edição, sendo superado apenas por Mikel Arteta (38), do Arsenal.

Leeds United

Depois da chegada de Marcelo Bielsa, o time deixou o papel de figurante na Championship, apresentou um futebol envolvente e deu mostras de que subiria já em 2018-19, mas perdeu o fôlego e acabou eliminado nos playoffs. Em 2019-20, não teve perda de fôlego, e o time retornou à elite após 16 anos de ausência, com direito a título da segunda e dez pontos de folga no topo.

Pelo desempenho da equipe, o trabalho de Bielsa e a empolgação de um grande clube que não estava no topo havia muito tempo, o Leeds não parece ser um candidato a ‘bater e voltar’. Além disso, acertou com uma contratação de impacto: o atacante Rodrigo, ex-Valencia.

A base foi toda mantida, com apenas uma mudança significante. O zagueiro Ben White, um dos destaques da última Championship, retornou de empréstimo ao Brighton e acabou substituído por Robin Koch, que estava no Freiburg e defende a seleção alemã.

Leicester City

Vice-líder até o Boxing Day, apenas a 12ª melhor campanha desde então e somente o 15º no período depois da paralisação do futebol. O time de Brendan Rodgers conseguiu surpreender positiva e negativamente no mesmo campeonato. O quinto lugar conquistado, que parecia excelente antes da temporada, acabou por se tornar algo de certa forma frustante, por como foi o decorrer da temporada.

De qualquer forma, o Leicester apresentou um futebol interessante que pode ser recuperado, até porque dos principais nomes saiu apenas o lateral-esquerdo Ben Chilwell, vendido por mais de 50 milhões de euros ao Chelsea - e ele já foi substituído com a contratação de Timothy Castagne, da Atalanta.

Retomar o futebol da primeira metade da temporada será fundamental para os Foxes sonharem alto em uma Premier League em que a disputa pelo G-6 parece ser ainda mais complicada em 2020-21.

Liverpool

Jogando ainda melhor sem mais o peso de 30 anos sem título do Campeonato Inglês ou com dificuldades para manter o altíssimo nível de concentração que se mostra cada vez mais necessário para faturar a Premier League? Essa é a pergunta a ser respondida pelo Liverpool, que controlou a competição em 2019-20 de forma impressionante, flertando com recorde de pontos e até sonhando com uma campanha invicta, marcas que acabaram não ocorrendo.

Fato é que os Reds chegam credenciados por três ótimas temporadas no futebol nacional e continental e mantendo a mesma base, que só vai aumentando seu entrosamento e que também conta com jovens ganhando espaço, como Neco Williams e Curtis Jones, o que dá maiores possibilidades a Jürgen Klopp em uma campanha que será ainda mais intensa por conta de um calendário mais apertado. Outra opção interessante para o plantel é a chegada do lateral-esquerdo Konstantinos Tsimikas.

Manchester City

O então bicampeão nacional não conseguiu manter o ritmo absurdo em 2019-20 e, assim, precisou de um binóculo para enxergar o Liverpool na classificação. Não bastasse isso, a queda inesperada para o Lyon nas quartas da Champions League só aumenta o apetite de um time com capacidade para vencer qualquer competição que disputa. Antes da frustrante eliminação no torneio europeu, vale lembrar, o time de Pep Guardiola vinha apresentando grande nível na retomada do Inglês, inclusive carimbando a faixa do Liverpool com uma goleada por 4 a 0.

A saída do ídolo David Silva e de Leroy Sané, ótima alternativa para o setor ofensivo, não mudam este cenário, assim como o sonho não realizado da chegada de Lionel Messi. Até porque houve a chegada de Ferrán Torres e Phil Foden vem ocupando um espaço de cada vez maior importância no elenco. Vale destacar o fortalecimento da zaga com a chegada de Nathan Aké.

Manchester United

As 14 partidas de invencibilidade na Premier League (nove vitórias e cinco empates) dizem muito sobre a expectativa do Manchester United, que viu Bruno Fernandes chegar e brilhar de imediato, Paul Pogba renascer no clube, Marcus Rashford retornar de lesão em alto nível, Mason Greenwood impressionar, Anthony Martial viver seu melhor momento em Old Trafford...e por aí vai.

O time de Ole Gunnar Solskjaer apresentou nos últimos meses um futebol vencedor (não perde no campeonato desde 22 de janeiro) e atrativo e que agora ganha mais repertório no meio de campo com a contratação de Donny van de Beek. Além disso, o contestado goleiro David de Gea ganhará maior concorrência com o retorno de Dean Henderson, que vem de um grande período de empréstimo pelo Sheffield United. Imagina se Jadon Sancho ainda chegar...

Newcastle

Sem venda do clube e sem projeto como novo rico, o Newcastle vem fazendo um bom mercado e tirou três nomes interessantes des rebaixados: o meia Ryan Fraser e o atacante Callum Wilson, do Bournemouth, e o lateral-esquerdo Jamal Lewis, do Norwich City. Também chegou o meio-campista Jeff Hendrick, do Burnley, que se transferiu sem custos, assim como Fraser. Destes, o único que chega para repor uma saída é Lewis, uma vez que acabaram os empréstimos de Danny Rose e Jetro Willems.

Com a adição destes reforços e alguns valores individuais interessantes, como Joelinton, Allain Saint-Maximin e Miguel Almirón, os Magpies sonham em superar o 13º lugar alcançado nas duas últimas temporadas e com pontuações praticamente idênticas (44 em 2019-20 e 45 em 2018-19) – em 2017-18, o time terminou em décimo, com 44 unidades somadas.

Na última Premier League, a equipe de Steve Btuce teve a pior posse de bola (38,2%) e o quarto pior ataque, com 38 gols marcados - média de apenas um por jogo.

Sheffield United

O retorno à Premier League após 13 anos foi de forte candidato ao rebaixamento a uma quase vaga na Liga Europa. O time tornou-se uma das sensações do campeonato com uma campanha sólida desde o começo, sendo que até chegou a brigar por zona de Champions League em determinado momento da temporada, e terminou na nona colocação com 54 pontos, cinco a menos do que o Tottenham, último classificado a competições continentais.

O elenco é praticamente o mesmo: 16 dos 17 atletas que disputaram ao menos 500 minutos pela equipe na última Premier League seguem no clube. A exceção é o goleiro Dean Henderson, que foi um dos destaques da posição no campeonato, e retornou de empréstimo ao Manchester United. Com isso, o clube pagou 20,5 milhões de euros para trazer de volta Aaron Ramsdale, que era titular no Bournemouth.

O Sheffield ainda ganhou mais peças para o plantel o jovem zagueiro Ethan Ampadu, emprestado pelo Chelsea, o atacante Oliver Burke, ex-West Brom, e os laterais Max Lowe e Jayden Bogle, que foram titulares no Derby County na maior parte da última temporada.

Southampton

O Southampton foi um dos grandes exemplos de superação do futebol europeu na última temporada, tendo feito um primeiro turno ruim, brigando contra o rebaixamento e levando um 9 a 0 do Leicester City, igualando a maior derrota da história da Premier League. A equipe reagiu, venceu o próprio Leicester fora de casa no returno, fechou a competição com sete rodadas de invencibilidade (quatro vitórias e três empates) e longe da queda. Os Saints ficaram em 11º, com 52 pontos, sua melhor marca desde as 63 unidades em 2015-16.

O elenco conta com alguns destaques individuais interessantes como Nathan Redmond, James Ward-Prowse e Danny Ings, vice-artilheiro da última Premier League, com 22 gols, e ainda se reforçou com o zagueiro Mohammed Salisu, de 21 anos, contratado por 12 milhões de euros junto ao Valladolid. Por outro lado, viu o capitão Pierre-Emile Hojbjerg se transferir ao Tottenham.

Tottenham

Depois do vice da Champions em uma campanha sem se reforçar, veio uma temporada inesperadamente turbulenta, mesmo com investimentos significativos em novos atletas. O Tottenham viu Mauricio Pochettino ser demitido, José Mourinho chegar e até conseguir levar o time à Liga Europa fechando o G-6, mas longe de empolgar quanto ao desempenho.

A equipe titular não perdeu ninguém e ganhou dois nomes interessantes com o lateral-direito Matt Doherty e o meio-campista Pierre-Emile Hojbjerg, mas o desafio não deixa de ser grande em meio ao crescimento de Manchester United e Arsenal, assim como o grande investimento do Chelsea.

De qualquer forma, a reta final dos Spurs teve resultados positivos com seis jogos de invencibilidade, sendo quatro vitórias (duas delas sobre Arsenal e Leicester City), e só três gols sofridos no período.

West Bromwich

Ainda que tenha oscilado na parte final e tenha corrido o risco de perder o vice da Championship na última rodada, o West Brom foi bem-sucedido em sua segunda tentativa de retorno à Premier League, após ter sido quarto colocado e ter caído nos playoffs em 2018-19. Agora, o clube chega com o elenco disparadamente menos valorizado da Premier League 2020-21, segundo o site Transfermarkt: 77,65 milhões de euros. O mais próximo na lista é o Leeds United, com 127,95 milhões de euros.

O elenco sofreu poucas mudanças, sendo que a grande baixa foi o fim de empréstimo do meio-campista Filip Krovinovic, que atuou como titular na maior parte dos jogos. Por outro lado, o clube conta com as contratações em definitivo de Matheus Pereira e Grady Diangana, dois dos principais destaques do time na segunda divisão. O brasileiro, inclusive, foi o líder em chances criadas, com 116, e em assistências, com 16.

West Ham

Brigar contra o rebaixamento não parecia que seria uma realidade para o que o West Ham tinha no papel. A temporada abaixo do esperado – que custou o emprego do técnico Manuel Pellegrini -, no entanto, foi contrastada pela boa reta final na Premier League, quando os Hammers conseguiram três vitórias e três empates nas últimas sete rodadas, com destaque para a grande fase de Michail Antonio e a chegada de Jarrod Bowen no mercado de inverno.

Essa imagem deixa o torcedor do time londrino esperar uma campanha mais consistente para um elenco que é praticamente o mesmo e que manteve o volante Tomas Soucek - contratado em definitivo junto ao Slavia Praga. A esperança pode ser ainda maior se Felipe Anderson recuperar a melhor forma e Sebastian Haller justificar o alto investimento feito há um ano.

Sob o comando do treinador David Moyes, que chegou no meio da temporada passada, o West Ham tentará superar os 39 pontos e o 16º lugar em 2019-20, que foi sua pior campanha em ambos os aspectos desde o retorno à elite em 2012.

Wolverhampton

O segundo sétimo lugar seguido, logo após o acesso, e com 59 pontos em 2019-20, dois a mais do que a edição anterior, comprovou que o Wolverhampton não está mais no status de surpresa. Com um futebol eficiente e atrativo, o time de Nuno Espírito Santo teve um calendário extremamente longo na última temporada, mas, sem competições europeias em 2020-21, o desgaste físico não será um obstáculo tão grande agora como antes.

A legião portuguesa no elenco - sem incluir o treinador - subiu para nove nomes, com o empréstimo de Vitinha e a contratação de Fábio Silva, ambos jovens atletas ofensivos do Porto. O segundo custou 40 milhões de euros e virou a contratação mais cara da história dos Wolves. Já mais atrás, saiu o ala direito Matt Doherty, que foi ao Tottenham, e chegou o lateral-esquerdo/zagueiro Marçal, que era titular do Lyon.

Um time que já deu certo foi mantido e terá um calendário menor: uma combinação de ingredientes para os adversários temerem mais uma vez o Wolerhampton.