Passado pouco mais de uma semana após Lionel Messi anunciar que pretende deixar o Barcelona, os pretendentes do argentino foram da empolgação ao desânimo total com a situação.
Manchester City, Paris Saint-Germain e Inter de Milão, exatamente nessa ordem, já não têm motivos para acreditar na possibilidade de contar com Messi agora. E o desânimo desses clubes foi tema de uma reportagem do jornal espanhol “ABC”.
O motivo principal é que mais de uma semana após o anúncio Messi ainda está preso ao clube catalão, que tem se armado juridicamente para que a saída não ocorra sem o pagamento da multa de 700 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões).
Começando pela equipe inglesa, treinada por Pep Guardiola, ex-mentor de Messi e que teria inclusive ligado para o argentino e apresentando um projeto esportivo, o Fair Play Financeiro (que já gerou punições recentes) impediria o investimento em Messi.
O jornal explica que nem mesmo uma negociação envolvendo o envio de jogadores e a redução financeira ajudaria. Para evitar descumprir a regra, a transferência teria de ocorrer por menos de 100 milhões de euros (R$ 631 milhões).
Algo improvável de acontecer tratando-se de um dos melhores do mundo e do Barça ser contra a saída do camisa 10.
O PSG também vê inviabilidade financeira. Não apenas para contratar Messi, mas para bancar um elenco com Neymar, Mbappé e o argentino. O executivo de futebol, Leonardo, até ligou para o pai do camisa 10 do Barcelona, diz o jornal. Mas nada avançou.
A situação pior é da Inter de Milão, talvez o clube que mais sonhou com Messi nos últimos meses. Especialmente porque o pai do argentino adquiriu um escritório na cidade e o jogador comprou uma cobertura do outro lado da sede neroazzurra na cidade.
Mas a sondagem não foi positiva.
De acordo com o jornal, Messi quer priorizar um clube com elenco formado e capaz de ser campeão da Champions League. Não vê isso na Inter, mas sim na rival Juventus, que já conta com Cristiano Ronaldo e está tentando Suárez.
De qualquer forma, esses clubes talvez nem precisem lamentar a perda do argentino para outra equipe. Tudo porque o Barcelona tem jogado duro em não liberar Messi sem o pagamento da multa. Alguns jornais sentem que a tendência é o argentino cumprir o último ano de contrato (até 30 de junho de 2021) e depois ficar livre, sem custo de transferência, para decidir o próprio destino.
