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As lições que Messi pode aprender com a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid em 2018

Dizem que quem não aprende com o passado está fadado a repetí-lo, inclusive cometendo os mesmos erros. Como isso pode se aplicar a Lionel Messi? Basta ele observar o que aconteceu com seu principal adversário em talento e conquistas: Cristiano Ronaldo.

Aos 33 anos, o quatro vences campeão da Champions League e Bola de Ouro decidiu que era hora de um novo desafio após se desgastar com seu clube na Espanha. Essa é a história da saída de Ronaldo do Real Madrid para a Juventus em 2018.

Ela tem outras semelhanças. O português tinha 33 anos e era o atual melhor do mundo, como Messi agora. E o craque do Real foi seduzido com o sonho de um clube que desejava vencer a Champions. Como o argentino agora vê o Manchester City o seduzindo.

A saída de Ronaldo foi pacífica, com a equipe italiana pagando a multa rescisória de 100 milhões de euros (na época, R$ 464,2 milhões), embora tenha sido um choque para o mundo do futebol.

Já Messi está vivendo uma queda de braço com o Barcelona. Ele entende ter direito a rescindir o contrato sem o pagamento da multa, fazendo valer uma cláusula em seu contrato. A diretoria admite que havia essa prerrogativa, mas que só seria válida se ele tivesse tomado a decisão antes de 10 de junho, o prazo previsto no acordo, tendo em vista o calendário da temporada 2019/20.

A próxima semana promete novos capítulos quentes dessa batalha, mas Messi poderia visitar o noticiário de dois anos atrás e tentar aprender um pouco com o caso Cristiano Ronaldo antes de decidir.

Uma lição valiosa daquele momento é que todos os jogadores, mesmo aqueles que são símbolos do clube, como Messi é do Barcelona, têm um preço no mercado de transferências. Ou seja, é melhor ele sentar e negociar.

Os clubes são empresas e tomam decisões com base nos resultados financeiros. Homens de um clube só, como Ryan Giggs, Francesco Totti e Paolo Maldini, são espécies em extinção.

Outra lição é que a idade no futebol é cada vez mais apenas um número. Desde que deixou o Real Madrid, Cristiano Ronaldo, 35, ainda é um dos melhores do mundo, apesar de sua idade.

Desde que completou 33 anos, o português marcou 109 gols em 121 jogos, com uma média de 0,90 gols por jogo. A média de sua carreira antes de atingir essa idade era de 0,70.

A terceira lição é que nem sempre guiar o futuro com o sonho de voltar a vencer a Champions League é uma boa escolha. Cristiano Ronaldo tem sentido na pele isso.

Voltando em 2018, a Juventus estava cansada de dominar na Itália, mas fracassar nas competições europeias (suas sete derrotas em finais da Champions League são um recorde na competição). Para mudar a história, decidiu procurar o “Mister Champions”.

Mas a história juventina no torneio não mudou, embora o português tenha cumprido seu dever de fazer gols. Mas a quantia de dinheiro investida em sua aquisição limitou o clube italiano a fazer aquisições mais baratas ou gratuitas para outras posições.

O City já gastou muito em busca do tão esperado título da Champions, mas não conseguiu chegar a uma final. Assim como o Paris Saint-Germain fez, ao tirar Neymar do Barcelona, em 2017, e não foi campeão até hoje (é o atual vice da competição).

Talvez seja a pior forma de concluir seus 20 anos pelo Barcelona, dos quais 15 como profissional, onde conquistou 34 títulos, saindo de mãos abanando (não faturou nenhum título) e brigado com a diretoria.

Mas isso é algo que os próximos dias vão dizer…