O Manchester City está fazendo as contas para saber se poderia encarar a contratação de Lionel Messi sem romper as regras do fair play financeiro, distintas fontes informaram à ESPN.
No clube inglês, sabem que a operação é muito complicada, mas estão estudando a viabilidade para estar preparados no caso de o argentino decidir deixar o Barcelona e que o clube catalão concorde em negociar sua saída por um preço razoável.
A versão oficial do Barcelona, dirigido por Josep María Bartomeu, é que Messi continua sendo intransferível, assim, qualquer clube interessado em sua contratação deveria pagar 700 milhões de euros de sua cláusula de rescisão.
No entanto, a ESPN já informou na semana passada que existe um debate interno no clube catalão já que alguns membros de peso da junta diretiva do Barça seriam partidários de deixá-lo sair, caso chegue uma oferta suficientemente boa para que Ronald Koeman possa reconstruir sua equipe.
Messi tem contrato até 2021, e a ESPN pôde confirmar que na semana passada se reuniu com Koeman para comunicar a ele que tem dúvidas de seguir no Barcelona, depois das decepções das últimas temporadas na Champions League diante do Bayern de Munique, do Liverpool e da Roma.
O argentino, com 33 anos, sabe que já não terá muitas opções de lutar por títulos e reflete se chegou o momento de sair do clube catalão.
Neste sentido, poucas equipes seriam capazes de lidar com sua contratação, tanto pelo preço da transferência como pelo valor de salário que Messi cobra atualmente no Barça.
O treinador do Paris Saint-Germain, Thomas Tuchel, declarou depois de cair diante do Bayern na final da Champions que o argentino seria “bem-vindo” em sua equipe, mas deixou claro que ele pensa que Messi “acabará sua carreira no Barcelona”.
Fontes do City sempre defenderam esta mesma teoria, e o próprio Guardiola deixou claro em uma entrevista coletiva que não contemplava a contratação de Messi, porque estava convencido de que o argentino terminaria sua carreira no Barcelona.
No entanto, outras fontes admitem à ESPN que o City sempre esteve atento à situação de Messi no Camp Nou e que agora está fazendo contas para saber se sua contratação seria viável ou se seria uma utopia.
O City voltou a falhar em sua tentativa de ganhar a Champions League e sabe que suas opções aumentariam com a chegada de um Messi que já ganhou a competição sob o comando de Guardiola no Barça.
No entanto, distintos especialistas em economia consultados pela ESPN creem que a operação seria inviável para qualquer clube depois do impacto da pandemia da coronavírus no mundo do futebol.
Além disso, as contas do City estão mais do que nunca sob observação depois de ser acusado pela Câmara de Adjudicação de Controle Financeiro da Uefa de inflar sua receita por meio de vários patrocínios. O Tribunal Arbitral do Esporte deixou recentemente sem efeito a sanção que ia impedir o clube de jogar a Champions nas próximas duas temporadas, mas os ingleses tiveram que pagar uma multa de 10 milhões de euros por se negar a cooperar.
O obstáculo seguinte para o City seria convencer o Barça para que concordasse em negociar a saída de Messi por um preço muito inferior aos 700 milhões de euros de sua cláusula.
No clube catalão, no momento, ninguém quer fixar uma quantidade, mas está por ver o que aconteceria se o próprio Messi sair publicamente para anunciar que quer deixar o Camp Nou.
O argentino sempre disse que tanto ele como sua família são felizes em Barcelona. No entanto, seu silêncio desde o 8 a 2 sofrido diante do Bayern de Munique levantou as dúvidas sobre sua continuidade. Aos 33 anos, ele poderia decidir priorizar o projeto esportivo de outro clube do que sua vida na Espanha.
Se finalmente vier a se decidir pelo City, se encontraria com um de seus amigos íntimos, Sergio Aguero, e com o técnico que soube tirar o seu maior rendimento possível entre 2008 e 2012 no Barça.
O clube inglês já contratou o meia Ferrán Torres, do Valencia, e o zagueiro Nathan Ake, do Bournemouth. Além disso, o presidente Khaldook Al Mubarak anunciou que espera contratar, ao menos, “dois jogadores mais”.
