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'Ele mudou o futebol': campeão mundial com o Corinthians explica revolução de Jorge Henrique e como Tite 'deu nó' no Chelsea

"Quando subi para o profissional, fazia a posição do Jorge. Então fiquei uns 3 meses treinando de lateral-direito para aprender a fazer o que que ele fazia, de atacar e defender do mesmo jeito".

No fim de 2011, Giovanni Piccolomo sonhava em fazer uma boa Copa São Paulo de Futebol Jr com o Corinthians. Um ano depois, já era campeão da Copinha, parte do time profissional e conquistava o Mundial de Clubes, no Japão.

Tite o avisou que as chances de entrar em campo seriam pequenas, mas ainda assim ele decidiu recusar a convocação para o Sul-Americano sub-20 com a seleção brasileira para fazer parte do elenco que atravessaria o mundo - e eventualmente voltaria com a taça.

O meia, hoje camisa 10 do Coritiba, lembra com muito apreço da competição, e não tem dúvidas ao eleger quem o chamou mais atenção por lá.

"Para mim, o Jorge Henrique mudou a forma do futebol. Eu acho que hoje os extremos voltam a marcar graças a ele e o que ele fazia lá em 2012".

O atacante, xodó da torcida corintiana, não foi titular na semifinal, contra o Al Ahly, mas Giovanni lembra como Tite mudou tudo para a grande decisão.

"O Jorge era um cara que atacava e defendia da mesma forma, tinha um fôlego impossível. O Tite colocou ele para reforçar a dobra da marcação, pois sabia que o lado esquerdo do Chelsea era muito forte, com o Hazard. O Alessandro marcava muito bem, então ele automaticamente também caia no setor do Ralf, e o Jorge sempre ajudava... Acho que foi uma escolha muito feliz, por ser um jogo diferente".

Entretanto, Giovanni não vê tal escolha como uma falta de confiança em Douglas, de quem o próprio jogador fala com muito carinho, pois jogava na mesma posição e o via como uma referência no elenco: "Se o Douglas tivesse em campo eu acho que a qualquer momento ele poderia achar um passe e resolver a partida, ele era muito inteligente".