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Capitão da Juventus, Chiellini diz que Balotelli era 'negativo' na seleção italiana: 'Merecia umas bofetadas'

Giorgio Chiellini não poupou palavras para descrever o atacante Mario Balotelli, seu companheiro em convocações para defender a Azzurra, e com quem disputou a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Em autobiografia (“Io Giorgio”), que será lançada na próxima segunda-feira, dia 11, o zagueiro e capitão da Juventus conta bastidores entre eles.

“Balotelli é uma pessoa negativa, sem respeito pelo grupo. Na Copa das Confederações contra o Brasil, em 2013, ele não nos deu uma mão em nada. Merecia levar umas bofetadas. Para muitos, ele estava entre os cinco melhores do mundo. Eu nunca acreditei que ele pudesse estar entre os dez ou vinte melhores”, disse Chiellini, em trecho retirado da obra pelo jornal “La Reppublica”.

Em entrevista ao periódico, Chiellini confirmou que o trecho citado faz parte da autobiografia e declarou que não guarda nenhum rancor de Mario Balotelli ou Felipe Melo, do Palmeiras, a quem também ataca na obra, chamando de “maçã podre”.

“Confirmo [as declarações, mas não tenho rancor nem estou interessado em ter. Se tiver que compartilhar algo com eles, eu toparia fazer. Não sou o melhor amigo de todos, mas eles são os únicos que ultrapassaram um limite aceitável. Como eu já disse, o problema não é se você joga bem, mal ou se, às vezes, sai à noite, mas [o problema] é se você não respeita. Uma vez ou outra é aceitável, mas quando se torna recorrente, não”, disse o defensor da Juventus.

Ao todo, Balotelli e Chiellini estiveram juntos, como titulares da seleção italiana, 23 vezes, de 2010 até o ano passado, de acordo com dados compilados a partir do site “RSSSF.com”.

Eles nunca jogaram juntos por clubes, mas se enfrentaram muitas vezes. A mais recente foi em fevereiro deste ano, quando Brescia e Juventus jogaram em Turim, com vitória alvinegra por 2 a 0, pela Série A.

Ao saber da declaração de Chiellino, Balotelli respondeu pelo Instagram.

“Pelo menos eu tenho a sinceridade e a coragem de dizer as coisas na cara. Desde 2013, você teria tido muitas oportunidades para fazê-lo, se comportando como um homem de verdade, mas não o fez. Quem sabe o que você dirá um dia sobre os companheiros de hoje, que capitão estranho... Se isso significa ser campeão, prefiro não ser. E nunca desrespeitei a camisa da Azzurra”, disse.