O Ministério Público do Paraguai entrou em contato com pares no Brasil para obter mais detalhes sobre uma reportagem publicada pelo Jornal de Brasília que relata supostas conexões de Ronaldinho Gaúcho e Roberto Assis com jogos ilegais.
A matéria "Exclusivo: ligações perigosas de Ronaldinho Gaúcho no submundo da jogatina" foi ao ar em 28 de abril e indica que os irmãos Assis já tiveram um prédio em Porto Alegre que foi utilizado "para fomentar o jogo ilegal na cidade gaúcha".
"O local foi o elo de aproximação do ex-camisa 10 com empresários da jogatina brasileira, que o transformaram em garoto-propaganda do jogo de azar no Brasil", diz a reportagem.
Ronaldinho e Assis chegaram ao Paraguai em 4 de março e foram detidos dois dias depois por entrarem no país com documentos falsos (cédula de identidade e passaportes). Eles ficaram mais de um mês presos na Agrupación Especializada e agoram ocupam o Hotel Palmaroga, no centro de Assunção, como prisão domiciliar.
O Jornal de Brasília afirma que "há a suspeita de investigadores brasileiros de que os documentos recolhidos faziam parte da estratégia para a expansão do grupo no país vizinho. Os passaportes, neste caso, seriam utilizados para possivelmente registrar a família Assis Moreira como representantes de cassinos paraguaios".
Fontes do MP do Paraguai afirmaram à ESPN que a reportagem 'abriu os olhos' para a investigação quanto à intenção dos irmãos Assis no país (o duas vezes melhor do mundo participaria de eventos ao lado de Dalia López, empresária que intermediou a produção dos passaportes falsos e atualmente encontra-se foragida).
Além disso, o pentacampeão seria o garoto-propaganda de um cassino a ser inaugurado em Lambaré, na Grande Assunção.
Promotores já entraram em contato com Polícias Civil e Federal do Brasil para saber mais dos documentos apresentados pela reportagem do Jornal de Brasília.
A perícia feita no celular de Roberto Assis já foi considerada "muito útil" pelo MP paraguaio e agora estão sendo analisados os arquivos do aparelho.
