A Inter de Milão está se preparando para a indesejada possibilidade de Mauro Icardi retornar de seu empréstimo no Paris Saint-Germain, o que traria impactos dolorosos no balanço financeiro do clube.
O cancelamento da Ligue 1 por conta da pandemia de coronavírus também agredirá fortemente o poderoso PSG financeiramente, e o medo em Milão é de que os parisienses não contratarão Icardi em definitivo, pois o acordo é de um empréstimo de apenas uma temporada que começou no último verão europeu.
O argentino começou bem no clube francês com 17 gols em 19 jogos em todas as competições, mas desde janeiro foram apenas modestos três tentos em 12 partidas.
No contrato, a clausula de compra do PSG para ter Icardi permanentemente é de 80 milhões de euros (R$ 482 milhões, na cotação atual) e a Inter acreditava que o clube francês faria o pagamento.
O clube da Série A gastou cerca de 110 milhões de euros (R$ 663 milhões) na última temporada, e se Icardi não for negociado, não são apenas os 80 milhões de euros que deixarão de cair na conta italiana, mas a Inter também terá de arcar com os pagamentos ao jogador, de aproximadamente 14 milhões de euros (R$ 84 milhões) por temporada.
Uma fonte que acompanha de perto a situação descreve que a situação de Icardi “abrirá um buraco milionário na situação financeira da Inter”.
Um buraco que só seria preenchido com a venda de uma das jóias do elenco nerazzuri: o atacante Lautaro Martinez ou o zagueiro Milan Skriniar, apesar do técnico Antonio Conte estar desesperado para manter a dupla.
