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Ronaldinho quebra o silêncio e fala pela 1ª vez desde prisão: 'Nunca imaginei que passaria algo assim'

Pela primeira vez desde que foi preso no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho, 40, relatou como foram os 32 dias confinados no Grupamento Especializado de Assunção, onde tinha a companhia do irmão Roberto de Assis, 49. Desde o último dia 7, eles cumprem prisão domiciliar em um hotel de luxo em Assunção, após terem pago fiança.

“Foi um duro golpe. Nunca imaginei que passaria por uma situação dessas. Durante toda a minha vida, busquei atingir o mais alto nível profissional e trazer alegria às pessoas com o meu futebol”, disse Ronaldinho em entrevista exclusiva ao jornal paraguaio “ABC Color”, nesta segunda-feira.

Ao falar do motivo que o levou à prisão, Ronaldinho disse que viajou ao Paraguai para o lançamento de um cassino e também de um livro. Disse ter ficado surpreso quando foi abordado por estar com documentos falsos.

“Tudo o que fazemos é a partir de contratos gerenciados por meu irmão, que é meu representante. Nesse caso, participamos do lançamento de um cassino online, conforme especificado no contrato, e do lançamento do livro ‘Craque da Vida’, organizado com uma empresa no Brasil que tem o direito de explorar o livro no Paraguai”, disse, inicialmente o ex-jogador.

“Ficamos surpresos ao saber que os documentos não eram originais. Desde então, nossa intenção tem sido colaborar com a Justiça para esclarecer o fato, como temos feito desde o início. Desde esse momento até hoje, explicamos tudo e facilitamos tudo o que a justiça solicitou de nós.”

Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março acusados de estarem no Paraguai com passaportes falsos. Ambos alegarem que receberam os documentos na sala VIP do aeroporto Silvio Petirossi, em Luque, cidade vizinha de Assunção. Depois foram abordados no hotel e acabaram sendo levados nos dias seguintes ao quartel da Polícia Nacional, que serve como presídio adaptado.

Ronaldinho chegou a interagir com outros presos, distribuiu autógrafos, gravou vídeos a pedidos dos demais detentos e participou até de um campeonato interno de futebol. O ex-jogador de Grêmio, Barcelona, Paris Saint-Germain, Milan, Atlético-MG, entre outros, virou uma atração.

“Todas as pessoas me receberam com bondade. Jogar futebol, dar autógrafos, estar em fotos, tudo isso faz parte da minha vida, não tenho motivos para parar de fazê-lo, muito mais com pessoas que estão passando por um momento difícil como eu estava”, disse.