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Piadista no vestiário e 'driblar cinco era demais': descobridor de Cristiano Ronaldo lembra início do craque

O jornal Marca conversou com László Bölöni, primeiro técnico de Cristiano Ronaldo no time profissional do Sporting, em 2002.

Com apenas 17 anos, o português já demonstrava o talento que encantou o mundo alguns anos depois.

"Quando o vi em ação, decidi que ele não voltaria a jogar com os juniores. No vestiário, ele era um brincalhão, mas no campo ele era uma coisa excepcional. Ele tinha uma maturidade que não é normal para alguém entre 16 e 17 anos”, disse.

Mesmo assim, o treinador disse que precisou moldar o estilo de jogo de CR7.

"Estou feliz com a decisão que tomei, mas no começo foi difícil. Para ele, o mais importante, então, era driblar. Ele não podia jogar sem driblar. Minha tarefa era dizer a ele que um drible para eliminar um defensor é importante, dois também... mas cinco era demais! Tentei explicar-lhe até que ponto esses dribles eram úteis e ele, pouco a pouco, com sua inteligência, encontrou o caminho certo”, afirmou.

O técnico não se surpreendeu com o sucesso do antigo pupilo. Uma vez, ele declarou que Ronaldo seria maior do que Figo e Eusébio, duas lendas de Portugal, o que causou polêmica no país.

“Ninguém pode dizer quanto tempo ele jogará. Existe uma qualidade sobre a qual não tínhamos conversado: sua mentalidade, típica de um gladiador. Ele é muito forte, mas sempre quer mais. Ele é um garoto muito trabalhador, tem um físico privilegiado, tecnicamente é um jogador de futebol talentoso. Se ele não está machucado, acho que pode jogar por mais alguns anos", diz László Bölöni.

Depois que saiu do Sporting, Ronaldwo brilhou com as camisas do Manchester United e do Real Madrid antes de chegar à Juventus.