Quando Ronaldinho Gaúcho chegou ao Paraguai na última quarta-feira, 4 de março, algumas pessoas que foram ao Aeroporto Silvio Pettirossi vestiam camisas com o craque brasileiro em destaque.
Duas delas chamavam a atenção.
Uma com a foto que acabou estampando o tão falado passaporte falsificado que mantém o ex-melhor do mundo em prisão na capital Assunção ao lado de seu irmão Roberto Assis, conforme notado pelo jornal ABC Color.
E a outra com o pentacampeão recebendo o prêmio da Bola de Ouro pelo Barcelona com os dizeres “Meu Livro Gênio Na Vida”.
O lançamento desta obra era um dos eventos marcados para Ronaldinho comparecer durante os dias em que ficaria no país – que hoje se transformaram em um martírio.
No entanto, a ESPN apurou que o livro em questão, na verdade, não passou ainda da fase de projeto. Ou seja, não existe – e com os desdobramentos atuais do caso, talvez nunca exista.
A peça não seria uma biografia do craque brasileiro (ele atuaria como embaixador da obra). O livro contaria histórias de crianças que não chegaram a ser craques na bola, mas que se destacaram em outras áreas profissionais.
Quando publicado, “Gênio Na Vida” seria distribuído em escolas de Brasil e Paraguai tendo Ronaldinho como principal divulgador, enquanto Dalia López e Wilmondes Sousa Lira atuariam como empresários responsáveis pelo investimento, conforme revelado pelo GloboEsporte.com.
Os dois são os principais acusados em toda a história relacionada à confecção de passaportes e cédulas de identidade falsos que Ronaldinho e Assis apresentaram no Paraguai.
Os irmãos estão presos preventivamente na Agrupación Especializada de Assunção e tiveram um pedido para mudança à detenção residencial rejeitado pelo juiz Gustavo Amarilla na última terça.
Wilmondes está na mesma carceragem dos irmãos Assis, enquanto Dalia é considerada foragida pela Justiça paraguaia – uma ordem de detenção já foi expedida.
“Gênio Na Vida”, assim, pode ficar apenas no papel, mas não de um livro.
