Pergunta rápida, torcedor são-paulino: o que você teme mais na estreia da Copa Libertadores, o Binacional ou os 3.825 metros de altitude no Peru?
Seja qual for a resposta, o São Paulo conta com o retrospecto histórico em competições sul-americanas para sair ileso da primeira batalha continental em 2020.
Assim que entrar em campo nesta quinta-feira, em Juliaca, o time liderado por Daniel Alves defenderá a invencibilidade contra times peruanos, aproveitamento que injeta confiança para derrotar a altitude.
Em toda a história, o São Paulo enfrentou times peruanos em 26 oportunidades. Venceu 18 vezes e empatou oito, sem perder nenhuma partida, um aproveitamento de 79,4%. Fez 56 gols, média pouco superior a dois por jogo, e sofreu 20.
O rendimento é ainda melhor se levada em conta apenas a Libertadores. O time tricolor ostenta nove vitórias e três empates, aproveitamento de 83,3%. A equipe anotou 23 gols e sofreu apenas quatro.
O último peruano a cruzar o caminho são-paulino foi em 2016: empate por 1 a 1 e vitória brasileira por 1 a 0 sobre o César Vallejo, resultado que garantiu o time dirigido por Edgardo Bauza na fase de grupos (foi até a semifinal).
Na altitude, as lembranças não são as melhores. Em suas últimas participações na Libertadores, o São Paulo perdeu três das quatro partidas que fez, contra Once Caldas (2 a 1 em 2010), Bolívar (4 a 3 em 2013) e The Strongest (2 a 1 em 2013).
A última vez, no entanto, teve sabor positivo. Em 2016, o mesmo São Paulo de Bauza classificou-se para a fase final ao segurar empate por 1 a 1 com o The Strongest. Na ocasião, Denis foi expulso e o zagueiro Maicon terminou o jogo no gol.
Tais números e retrospectos encorajam o São Paulo na estreia do torneio que sua torcida mais gosta. Além do Binacional, o grupo oferece desafios contra o River Plate, atual vice-campeão, e a LDU, outra potencializada pela altitude de Quito.
