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Como carrasco do Palmeiras ajudou a acabar com carreira de pai de sensação do Dortmund

Roy Keane é lembrado pelo torcedor brasileiro por ter sido o carrasco do Palmeiras no Mundial de Clubes de 1999, mas ao longo da carreira ficou mais conhecido pela violência em campo do que pelos gols. Entre suas vítimas, está um ex-jogador norueguês: Alf-Inge Haaland.

O sobrenome de Alf-Inge voltou a ganhar notoriedade no futebol mundial recentemente, graças a seu filho, Erling Haaland, que tem encantado os gramados europeus desde a chegada recente ao Borussia Dortmund.

Se Erling Haaland se destaca pelo faro de artilheiro e já marcou oito gols em quatro partidas pelo clube alemão, Alf-Inge tinha um estilo mais marcador. Sem o mesmo brilho do filho, fez carreira no futebol inglês, onde atuou por Nottingham Forest, Leeds United e Manchester City, entre 1993 e 2003.

Carreira essa que foi abreviada justamente por uma entrada dura de Keane. A rixa entre os dois começou em setembro de 1997, quando, em um duelo entre Leeds e Manchester United, Haaland e o jogador irlandês disputaram uma bola na área em velocidade.

O norueguês ganhou a posse para o Leeds e, ao ver que Keane havia ficado no chão, foi para cima do irlandês, acusando-o de fingir uma lesão, o que repetiu para a imprensa após a partida. A verdade, porém, é que o jogador do Manchester rompeu o ligamento do joelho no lance, precisou passar por cirurgia e ficou afastado dos gramados pelo resto daquela temporada.

Keane nunca perdoou Halaand. Quatro temporadas mais tarde, com o norueguês já no City, veio a vingança. Em um clássico de Manchester, o irlandês ignorou a bola e acertou uma solada no joelho do rival, que “voou” antes de cair no gramado.

Não bastasse a entrada violentíssima, Keane ainda foi para cima de Haaland, “acusando-o” de estar fazendo cera. As consequências, porém, foram ainda piores das sofridas pelo irlandês anos antes.

A agressão de Keane resultou em uma lesão gravíssima no joelho de Haaland, que precisou passar por cirurgia. Ele até tentou voltar ao futebol, mas, limitado pela contusão, nunca mais jogou uma partida completa na Inglaterra até encerrar sua carreira precocemente, em 2003, aos 30 anos.