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Artilheiro da Série B revela que recebeu propostas de times do Brasil e conta por que trocou o Grêmio pela Arábia

Artilheiro da Série B do Brasileiro de 2019 com 17 gols, Guilherme foi cobiçado por diversos clubes do Brasil, mas acertou sua transferência no fim para o Al-Faisaly, da Arábia Saudita.

O jogador de 24 anos formado no Grêmio, pelo qual venceu a Copa do Brasil de 2016, foi emprestado plo time tricolor para São José-RS, Chapecoense, Botafogo e Coritiba antes de viver o melhor momento da carreira na Ilha do Retiro.

Ele foi campeão estadual e ajudou o time rubro-negro a conseguir o acesso para a elite nacional.

Veja a entrevista com Guilherme:

Como você começou no futebol e onde fez testes?
Comecei nessa caminhada muito cedo. Aos 6 anos de idade já treinava numa escolinha de futsal do meu bairro chamada Pacífico, que fica no Jd. Ester, Zona Oeste de São Paulo. Com o passar do tempo fui fazendo alguns testes e não obtive sucesso: Portuguesa, Corinthians, São Paulo, Ponte Preta e alguns outros clubes menores Nunca fiz outra coisa a não ser jogar futebol e estudar. Graças a Deus terminei meus estudos.

Como foi parar na base do Grêmio?
Eu estava no Cotia F.C. antes de ir para o Grêmio, em 2014. Chegando em Porto Alegre, tive duas semanas pra mostrar meu potencial. Nesse período fui muito bem e acabei entrando para as categorias de base do clube.

Fale sobre o período na base do Grêmio
Na base do Grêmio foi uma experiência muito legal. Vivenciar o dia a dia com os meus companheiros e viagens na base de um time grande foi muito bom

Como foi a passagem pelo São José-RS?
Acabei sendo emprestado no final de 2015 pro São José de Porto Alegre e fui muito bem. Renovei o empréstimo para disputar o Gauchão de 2016 pelo São José. Depois do Estadual, o professor Roger Machado me subiu para o grupo profissional do Grêmio, onde foi uma experiência muito marcante

Você fez parte do elenco que venceu a Copa do Brasil de 2016...
Sim, nas oitavas de final contra o Athletico-PR pude cobrar e converter o pênalti da classificação para as quartas de final. No ano seguinte fui emprestado ao Botafogo RJ onde tive um grande ano e fui muito feliz lá. Em 2018, passei por Chapecoense e Coritiba e Vivi momentos diferentes. Na Chape tive um começo muito bom e depois as coisas não aconteceram. Fui ao Coritiba, mas não me adaptei muito bem e não conseguir fazer o meu melhor.

Por que teve tão poucas chances no Grêmio? Gostaria de ter jogado mais por lá?
Até hoje não sei por que não tive mais chances no Grêmio, gostaria muito de ter tido mais oportunidades, mas não tive. Fui buscar experiência e oportunidades longe de Porto Alegre.

Como foi a passagem pelo Sport? Esperava ser artilheiro da Série B?
Foi a minha melhor temporada na carreira, sem dúvidas. Pude ser titular o ano inteiro, ser campeão estadual fazendo um gol na final e vice-campeão brasileiro da Série B, quando conquistamos o acesso à Série A. Também me consagrei artilheiro da Série B com 17 gols, algo que jamais imaginei.

O que isso mudou na tua vida?
Este ano tudo mudou na minha vida. Todos no futebol começaram me enxergar de uma outra forma e isso me deixou muito feliz.

Quais times chegaram com propostas para você?
Tive muitas propostas que já começaram na metade da temporada de 2019. Como Cruzeiro e Vasco. E no fim da temporada que teve muitas procuras, como times do Japão, Portugal, Rússia e vários no Brasil. E claro, o meu time atual, o Al- Faisaly, da Arábia Saudita

Você chegou a cogitar voltar ao Grêmio depois da Série B?
Confesso que não.

Por que escolheu a Arábia?
Enxerguei meu momento e achei que era hora de seguir minha vida longe do Brasil. Estou muito feliz com essa oportunidade

Quais seus objetivos no Al- Faisaly?
Quero muito ser feliz aqui, assim como fui no Sport ou até mais. E com isso, buscar voos maiores e uma instabilidade para a minha família. Um time onde fui muito bem recebido por todos, principalmente pelos brasileiros que aqui trabalham